Uma revisão do perfil epidemiológico do câncer melanoma no estado de Sergipe
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-236Keywords:
câncer de pele, prevalência, SergipeAbstract
Introdução: A exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV) lança um ataque às células da pele, podendo desencadear o câncer. O melanoma, tipo menos comum e mais letal dos cânceres de pele, representa cerca de 4% dos casos. Objetivo: Devido à alta incidência e gravidade desse tipo de câncer, esse trabalho tem como objetivo analisar o papel epidemiológico do câncer de pele tipo melanoma em comparação aos outros tipos de cânceres malignos de pele no estado de Sergipe, entre os anos 2020 e 2024. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal do tipo levantamento, de caráter descritivo com abordagem quantitativa e qualitativa, para estabelecer um levantamento que permita a comparação entre a epidemiologia entre a idade, sexo e ano de maior prevalência entre o câncer de pele tipo melanoma (CID C43) e outras neoplasias malignas da pele (CID C44). Para isso, foram extraídos resultados do banco de dados do Ministério da Saúde (MS), através da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), no Departamento de Informática do MS (DATASUS), por meio de pesquisa no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Resultados: Evidenciou-se em Sergipe, do ano de 2020 a 2024, 73 casos de C43 e 656 casos de C44. Do C43, 41 dos casos foram no sexo masculino e 32 no sexo feminino. Quanto ao C44, foram 352 casos no sexo masculino e 304 no sexo feminino. No que se refere à faixa etária, o C44 foi predominante em pacientes com idade de mais de 80 anos, com um total de 125 casos. O C43 foi predominante na faixa etária de 55 a 59 anos, com 10 casos dos 73 totais. Conclusão: No que se refere à prevalência, o sexo masculino possui, em ambas as patologias, uma maior incidência de casos. No que se refere à faixa etária, no C44 os pacientes mais velhos estão mais suscetíveis ao câncer de pele, enquanto que o C43 possuiu mais incidência em uma faixa etária menor, embora também evolua seu risco com os anos de vida. O ano de maior incidência do CID C43 foi 2020 com 21 casos e do CID C44 o ano de 2023 com 198 casos.
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