Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA): aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e abordagens terapêuticas atuais

Authors

  • Vinícius Costa da Cunha
  • Larissa Cristiny Damasceno Silverio
  • Larissa Fátima Carvalho
  • Lívia Nóbrega Ribeiro
  • Vinicius Cavalari Rinaldi

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-189

Keywords:

doença hepática gordurosa não alcoólica, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é uma condição crônica de elevada prevalência, fortemente associada à síndrome metabólica, obesidade e diabetes tipo 2. Caracteriza-se pelo acúmulo de gordura no fígado na ausência de consumo excessivo de álcool, podendo evoluir para esteato-hepatite não alcoólica (NASH), fibrose hepática, cirrose e carcinoma hepatocelular. Sua fisiopatologia envolve múltiplos mecanismos interligados, incluindo resistência à insulina, inflamação crônica, estresse oxidativo e disfunção mitocondrial. Além disso, fatores genéticos e epigenéticos desempenham um papel relevante na susceptibilidade individual à progressão da doença. O diagnóstico da DHGNA ainda é desafiador, pois muitos pacientes permanecem assintomáticos até estágios avançados. Métodos de imagem, como ultrassonografia e elastografia hepática, são frequentemente utilizados para avaliar o grau de esteatose e fibrose. Biomarcadores séricos também têm sido explorados como ferramentas não invasivas para estratificação de risco, enquanto a biópsia hepática permanece como padrão-ouro para diagnóstico diferencial entre esteatose simples e NASH. O tratamento baseia-se na modificação do estilo de vida, sendo a perda de peso, por meio de dieta e exercício, a intervenção mais eficaz na redução da inflamação hepática e regressão da fibrose. Além disso, diversas abordagens farmacológicas estão sendo investigadas, incluindo agonistas do GLP-1, inibidores de SGLT2 e moduladores de receptores nucleares, visando conter a progressão da doença. Além das complicações hepáticas, a DHGNA está associada a um maior risco cardiovascular, exigindo uma abordagem multidisciplinar para manejo clínico. O prognóstico depende do grau de fibrose hepática, tornando fundamental a detecção precoce. Perspectivas futuras incluem o desenvolvimento de biomarcadores mais precisos e terapias-alvo baseadas na regulação epigenética e nos microRNAs, abrindo novas possibilidades para intervenções mais eficazes e personalizadas.

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Published

03/31/2025

How to Cite

CUNHA, V. C. da; SILVERIO , L. C. D.; CARVALHO, L. F.; RIBEIRO, L. N.; RINALDI, V. C. Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA): aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e abordagens terapêuticas atuais. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 2, p. e78682, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n2-189. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/78682. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers