Insônia crônica e aumento do risco de depressão resistente ao tratamento: desafios clínicos e abordagens terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-148Keywords:
insônia crônica, depressão resistente ao tratamento, neurobiologia do sono, terapia cognitivo-comportamental para insônia, terapias neuromodulatóriasAbstract
A insônia crônica é um fator relevante na depressão resistente ao tratamento (TRD), influenciando a eficácia das intervenções antidepressivas e contribuindo para a persistência dos sintomas. Embora tradicionalmente considerada um sintoma da depressão, evidências recentes indicam que a insônia pode desempenhar um papel causal na resistência ao tratamento, afetando mecanismos neurobiológicos como a disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, neuroinflamação e alterações na plasticidade cerebral. Estratégias terapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (CBT-I), esketamina e estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS), demonstram potencial para melhorar os desfechos em TRD ao abordar as disfunções do sono. No entanto, desafios persistem, como a necessidade de protocolos individualizados e o reconhecimento da insônia como um alvo terapêutico independente dentro da psiquiatria. O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre insônia crônica e depressão resistente ao tratamento, destacando os desafios clínicos e as abordagens terapêuticas que podem otimizar os resultados para esses pacientes.
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