Estudo da mortalidade por acidentes de transporte, no Brasil, entre 2000 e 2014

Authors

  • Alicia Picapedra Palomeque
  • Carlos Sassi
  • Ramon Álvarez-Vaz
  • Fernando Hugo Neves

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-125

Keywords:

acidentes de trânsito, tendências, mortalidade

Abstract

Tratou-se de um estudo ecológico de séries temporais com dados secundários, obtidos no Sistema de Internações Hospitalares e Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Sistema Único de Saúde, com o objetivo de analisar a mortalidade por acidentes de transporte, e a existência de uma associação entre esta, o Sistema de Assistência Móvel de Urgência e as variáveis contextuais, no Brasil, entre 2000 e 2014. Foram analisados os óbitos de internados e óbitos do capítulo XX da CID-10, especificamente, dos códigos das categorias que representam os acidentes de transporte terrestre (V01-V99). Estudou-se a evolução da comparação entre distribuição dos móveis do SAMU, frota veicular e população, em cada região, entre 2005 e 2014, mediante a divergência de Kullback-Leibler e a análise de gráficos triangulares e dados composicionais. Constatou-se que em 2000, 2006, 2010 e 2014, o maior número de óbitos deveu-se a acidentes de pedestres e veículos leves. A taxa de mortalidade total por acidente de transporte, incrementou-se de 10,6 mortos por 100 mil habitantes, em 2000, para 14,9 em 2006, e 17,1 em 2010, conquanto declinou até 16,5, em 2014. A evolução da distribuição dos móveis do SAMU em quatro macrorregiões, assemelhou-se mais à da população que à de veículos, com exceção da Sul, na qual inverteu-se a situação. A nível global existiu um incremento mais rápido de veículos emplacados, que de móveis do SAMU. Concluiu-se que a mortalidade por acidentes de transporte incrementou-se em 51%, e os veículos em 191%. Não foi possível avaliar a efetividade do SAMU.

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Published

03/24/2025

How to Cite

PALOMEQUE, A. P.; SASSI, C.; ÁLVAREZ-VAZ, R.; NEVES, F. H. Estudo da mortalidade por acidentes de transporte, no Brasil, entre 2000 e 2014. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 2, p. e78509, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n2-125. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/78509. Acesso em: 17 oct. 2026.

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Original Papers