Correlação da mortalidade infantil por sepse em crianças menores de 1 ano com o IDHM das macrorregiões brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-123Keywords:
Sepse, Sepse Neonatal, indicadores de desenvolvimento, mortalidade infantilAbstract
Introdução: A sepse é uma infecção grave, usualmente de causa bacteriana, comum em neonatos. Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mensura o desenvolvimento das cidades com os critérios expectativa de vida, tempo de escolaridade e renda per capita. Objetivos: Descrever e analisar os dados sobre mortalidade infantil por sepse em menores de 1 ano nas macrorregiões brasileiras e os principais aspectos socioeconômicos presentes e correlacionar com IDHM das mesmas. Metodologia: Estudo ecológico com dados obtidos em julho de 2024 no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) no site do DATASUS no período de 2018 a 2022. Avaliou-se o número de óbitos por septicemia bacteriana até menores de 1 ano de vida, classificados por região. Outras variáveis escolhidas foram escolaridade e etnia da mãe, para aproximação ao IDHM da região abordada. Esse índice foi mensurado pelo Programa das Nações Unidas (PNUD) em 2021, a escolaridade foi entre 2018-2022 e a etnia do Censo Demográfico de 2022. Resultados e discussões: No período de 2018-2022, houve uma pequena queda da mortalidade da sepse neonatal, exceto em 2021, aumentando 2,5% comparado a 2020. A região Sudeste liderou em valor absoluto o número de óbitos registrados, por ser a mais populosa, mas está em terceiro lugar ao considerar o coeficiente de mortalidade. Conclusões: Regiões com menores IDHMs têm maiores taxas de mortalidade, fora a relação das outras variáveis com o número de óbitos por sepse neonatal, como baixa escolaridade e a etnia predominante na região.
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