Teste de caminhada de seis minutos em amputados: rendimento, espirometria e comportamento dos sinais vitais
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-104Keywords:
marcha, amputados, modalidades de fisioterapia, pressão expiratória, sinais e sintomasAbstract
Introdução: A amputação tem como definição retirada total ou parcial de uma parte do corpo, levando o indivíduo a ter necessidades de reabilitação, sendo que essa precisa de uma avaliação prévia da capacidade aeróbica, onde testes de esforço submáximos, como o Teste de Caminhada de Seis Minutos, podem ser utilizados em diversas populações, com enfermidades associadas ou não, como é o caso da amputação. Porém, ainda são escassos os relatos, discussões e estudos quanto a padronizações destas técnicas para serem utilizadas ao tipo de população que se pretende estudar. Objetivos: Avaliar o rendimento, frequência cardíaca, pressão arterial e pressão expiratória máxima, após a realização do Teste de Caminhada de Seis Minutos entre indivíduos amputados. Materiais e Métodos: O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Presidente Antônio Carlos, em Barbacena, seguindo as orientações propostas nas resoluções 466 e 510 do Conselho Nacional de Saúde. Os amputados eram do sexo feminino e masculino, com idade compreendida entre 30 e 60 anos. O grupo de amputados foram indivíduos com amputações em níveis transfemoral e transtibial, unilaterais, todos são voluntários e pacientes da Clínica Escola Vera Tamm de Andrada e, foram comparados com o grupo controle. Após explicação detalhada de todo trâmite da pesquisa, assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, os 9 indivíduos foram submetidos a anamnese completa e aplicação do questionário de estratificação de risco. Foram realizadas 03 visitas onde as duas primeiras serviram para familiarização ao Teste de Caminhada e dados de confiabilidade das medidas. Os sinais vitais: Pressão Arterial e Frequência Cardíaca, juntamente com os valores da espirometria, serviram de variáveis além do rendimento na realização do teste, que foi a distância percorrida em metros. Os dados foram registrados para análise estatística onde foi através da análise descritiva e o teste t-student pareado, considerando um valor de p igual a 5%. Resultados: Os parâmetros de FC e PAS em indivíduos com amputações demonstraram diferenças significativas após a realização do TC6M. Já os dados de PAD e espirometria não demonstraram diferenças significativas após a realização deste teste. Assim, o presente estudo indica que os parâmetros de saúde e dados vitais de indivíduos amputados necessitam de maior controle e monitoramento, uma vez que, estes indivíduos precisam realizar mais esforços físicos para manutenção de seu equilíbrio durante o processo de deambulação e testes de caminhada.
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