Síndrome Hemofagocítica em vigência de infecção por Epstein-Barr Vírus em criança de cinco anos: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-091Keywords:
Síndrome hemofagocítica, Epstein-Barr, hepatiteAbstract
A síndrome hemofagocítica (SHF), ou linfohistiocitose hemofagocítica, é uma condição rara e potencialmente fatal, caracterizada por hipercitocinemia grave decorrente de uma resposta imune exacerbada. Sua etiologia pode ser hereditária ou adquirida, sendo as infecções virais, como a pelo Epstein-Barr vírus (EBV), um dos principais fatores desencadeantes. O quadro clínico inclui febre prolongada, pancitopenia e hepatoesplenomegalia, demandando diagnóstico precoce e abordagem terapêutica ágil para evitar desfechos desfavoráveis. Objetiva-se relatar um caso de SHF secundária ao EBV em uma criança de cinco anos. Para tanto, procede-se a um estudo do tipo relato de caso, conduzido conforme as diretrizes éticas para pesquisas com seres humanos. Trata-se de paciente de cinco anos, previamente hígido, admitido com febre persistente, icterícia, dor abdominal, astenia, colúria e acolia fecal. Exames laboratoriais confirmaram infecção aguda por EBV e seis dos oito critérios diagnósticos para SHF. O tratamento seguiu o protocolo HLH-2004, com etoposídeo e dexametasona, apresentando evolução favorável. O paciente segue acompanhamento trimestral, com exames dentro da normalidade. Conclui-se que a SHF é uma doença grave e de difícil reconhecimento clínico. A adoção de protocolos diagnósticos e terapêuticos padronizados é essencial para a melhora da sobrevida, reforçando a necessidade de conscientização sobre sua apresentação e manejo adequado.
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