Tratamento cirúrgico de cânceres de pele não melanoma
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-060Keywords:
câncer de pele não melanoma, tratamento cirúrgico, neoplasias cutâneasAbstract
Introdução: O câncer de pele não melanoma é a neoplasia cutânea mais frequente, sendo representado principalmente pelo carcinoma basocelular (CBC) e pelo carcinoma espinocelular (CEC). O CBC é o subtipo mais comum, caracterizado por crescimento lento e baixo potencial metastático, enquanto o CEC é mais agressivo, com maior risco de invasão e disseminação. A exposição crônica à radiação ultravioleta é considerada o principal fator de risco para ambas as neoplasias, embora a efetividade de estratégias preventivas, como a fotoproteção, seja incerta, especialmente no CBC. Objetivo: Este estudo tem como objetivo revisar criticamente as principais abordagens cirúrgicas utilizadas no manejo dos cânceres de pele não melanoma, destacando sua eficácia, impacto na recorrência e benefícios para a preservação funcional e estética.Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com busca nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Virtual Health Library (VHL). Utilizaram-se os descritores (“Skin Cancer” OR “Skin Neoplasms”) AND (“Oncology” OR “Plastic” OR “Reconstructive Surgery”) AND (“Surgical Flaps”), resultando inicialmente em 161.114 artigos no VHL e 1.260 no Scielo. Após aplicação de critérios de inclusão e exclusão, foram selecionadas 9 referências relevantes publicadas entre 2015 e 2025. Discussão: A excisão cirúrgica é a abordagem de primeira linha para o tratamento do câncer de pele não melanoma, sendo a cirurgia micrográfica de Mohs (CMM) a técnica mais eficaz, especialmente para lesões de alto risco ou em áreas anatômicas sensíveis. A análise adequada das margens cirúrgicas é essencial para minimizar as taxas de recorrência, e subtipos histológicos agressivos frequentemente requerem margens ampliadas. Métodos diagnósticos como a biópsia por punch desempenham papel fundamental no planejamento cirúrgico e na identificação de subtipos tumorais mais agressivos. Além da cirurgia convencional, terapias adjuvantes como a radioterapia podem ser indicadas em casos selecionados, como pacientes com margens comprometidas ou em situações onde a intervenção cirúrgica poderia comprometer a funcionalidade da área acometida. A individualização do tratamento, considerando características tumorais e fatores clínicos do paciente, é essencial para garantir um melhor prognóstico. Conclusão: A excisão cirúrgica permanece como o padrão ouro no tratamento dos cânceres de pele não melanoma, oferecendo altas taxas de cura e menores riscos de recorrência quando as margens são adequadamente definidas. A cirurgia micrográfica de Mohs se destaca na remoção completa de lesões de alto risco, preservando o máximo de tecido saudável. Além disso, a utilização de exames complementares, como biópsia por punch, pode contribuir para um planejamento cirúrgico mais preciso. Apesar da recomendação para redução da exposição solar como medida preventiva, seu impacto na incidência do CBC ainda é incerto. Estudos futuros são necessários para aperfeiçoar as técnicas cirúrgicas, reduzir complicações e otimizar o manejo individualizado desses tumores.
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