Impactos da alimentação na prevenção do câncer: uma análise crítica da literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-040Keywords:
prevenção do câncer, dieta, nutriçãoAbstract
Introdução: Dentro das principais causas de mortalidade global, o câncer é uma das mais enfáticas. A doença caracteriza-se, essencialmente, por mitoses descontroladas das células e é influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais, os quais podem ser alvo de atuação preventiva. Nesse contexto, pesquisas indicam que entre 60% e 70% dos casos de neoplasias estão diretamente relacionados ao estilo de vida, sendo o consumo de álcool, sedentarismo, tabagismo e alimentação não saudável fatores que contribuem para seu desenvolvimento. A alimentação, portanto, tem papel central no desenvolvimento de neoplasias, de modo a atuar na iniciação, promoção e progressão do câncer, e, atitudes relacionadas a ela são capazes de reduzir o número de casos anuais da patologia a partir de uma dieta saudável. Objetivo: O estudo em questão tem como objetivo primário, através de uma revisão crítica da literatura científica existente, analisar a relação estabelecida entre alimentação e prevenção de neoplasias, de modo a enfatizar a essencialidade da nutrição para mitigar o risco de desenvolvimento da patologia. Discussão: O desenvolvimento do câncer é multifatorial, englobando fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, a alimentação constitui um desses fatores e nela fazem-se enfáticos alimentos ultraprocessados, pouco nutritivos e com altas quantidades de açúcares, gordura e aditivos químicos, os quais aumentam o risco de desenvolvimento de neoplasias, como é o caso do câncer de mama, colorretal e de próstata, por exemplo. Desse modo, a exacerbação da quantia de sal relaciona-se ao câncer de estômago, e, o excesso de açúcar leva a quadros hiperglicêmicos e hiperinsulinêmicos, o que pode ocasionar o aparecimento de neoplasias e de obesidade. Esta altera o metabolismo hormonal e a imunidade, gerando alterações a nível celular que propiciam a carcinogênese. De modo contrário, dietas saudáveis marcadas pelo consumo de produtos naturais, como frutas, leguminosas e vegetais, atuam de forma protetora contra o câncer. Esses alimentos apresentam propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes devido à presença de componentes que mitigam o estresse oxidativo, inibir o avanço de tumores malignos e modular a microbiota, principalmente, a intestinal, o que favorece a prevenção da patologia. Fatores como peso saudável e a realização de atividade física de forma regular também atuam de modo preventivo. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com pesquisa feita em bases de dados, como PubMed, Lilacs e Scielo. A realização da busca pautou-se na utilização de descritores DeCS/MeSH e foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2015 e 2025, nos idiomas inglês, português e espanhol. Ademais, critérios de inclusão e exclusão foram acrescidos à pesquisa para a obtenção de produções relevantes, como ensaios clínicos, revisões sistemáticas ou estudos de coorte, por exemplo. Conclusão: Concluiu-se que a prevenção de neoplasias está intimamente relacionada à adoção de hábitos saudáveis, como a inserção de uma alimentação nutritiva e equilibrada. Diante do exposto, atitudes como a utilização de dietas pautadas em alimentos mais naturais e em uma redução de processados, representam uma importante forma de prevenção de cânceres, de modo a reduzir a incidência da doença. Dessa forma, políticas públicas que objetivem a atuação, incentivo e promoção de educação nutricional e estilos de vida saudáveis também são uma contribuição importante para uma ampliação da qualidade de vida populacional e para a redução de custos relacionados a tratamentos oncológicos.
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