Estratégias de enfrentamento utilizadas pela enfermagem diante da comunicação de más notícia em UTI neonatal: estudo observacional
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-021Keywords:
UTI neonatal, adaptação psicológica, enfermagem, estresse psicológico, autocuidadoAbstract
Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTINEO) é um ambiente crítico para o cuidado de recém-nascidos de alto risco e complexidade, exigindo habilidades técnicas específicas dos profissionais de enfermagem. A comunicação de más notícias nesse contexto é particularmente estressante devido ao vínculo emocional com as famílias, levando os profissionais a desenvolver estratégias de enfrentamento. Objetivo: Avaliar as medidas de enfrentamento utilizadas pela equipe de enfermagem diante da comunicação de más notícias à família de recém-nascidos em um hospital privado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Métodos: estudo transversal descritivo com abordagem quantitativa, incluindo 20 profissionais de todos os turnos. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e ao Inventário de Estratégia de Coping. Os dados foram analisados com o SPSS, garantindo anonimato conforme diretrizes éticas. Resultados: A amostra foi majoritariamente composta por mulheres de meia idade com mais de 7 anos de experiência. A estratégia de "Reavaliação Positiva" foi a mais utilizada, evidenciada por altas respostas afirmativas em questões como "Mudei ou cresci como pessoa de uma maneira positiva" e "Redescobri o que é importante na vida". A estratégia de "Fuga-Esquiva" foi a menos utilizada. O "Autocontrole" teve o maior número de respostas positivas. A pergunta "Tentei analisar o problema para entendê-lo melhor" foi amplamente utilizada, enquanto "Procurei tirar alguma vantagem da situação" foi a menos escolhida. Conclusão: Conclui-se que a "Reavaliação Positiva" é a estratégia predominante entre os profissionais da UTINEO na comunicação de más notícias, refletindo uma preferência por abordagens otimistas na gestão do estresse. Futuras pesquisas são necessárias para refinamento metodológico e generalização dos resultados em diferentes contextos clínicos.
References
Costa R, Padilha MI. O hospital infantil como marco no atendimento ao recém- nascido de risco em Santa Catarina (1987-2009). Texto contexto - enferm [Internet]. 2010; 19(3):469-478. DOI: 10.1590/S0104-070720110000300008.
Ministério da Saúde (BR), Gabinete do Ministro. Portaria Nº 930, de 2012. Define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal noâmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) [Internet]. 2012; Seção 1(182):99. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0930_10_05_2012.html#:~:text=Define%20as%20diretrizes%20e%20objetivos,%C3%9Anico%20de%20Sa%C3%BAde%20(SUS)
Dikstein J. et al. Breve relato da evolução da medicina intensiva pediátrica no Brasil. Rio de Janeiro [Internet]. Rio de Janeiro: 2012 [cited 2024 Jul 4]. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/A_Histo ria_das_UTIPs_nos_principais_ce ntros_do_Brasil_SEM_MG.pdf.
Medeiros JA, Almeida Jr JJ, Oliveira LPBA, Silva FRS, Silva CCS, Barros WCTS. Death and dying of newborns and children: relationships between nursing and family according to Travelbee. Rev Bras Enferm. 2022; 75(2):e20210007. DOI: 10.1590/0034-7167-2021-0007
Lake ET, Staiger D, Edwards EM, Smith JG, Rogowski JA. Nursing Care Disparities in Neonatal Intensive Care Units. Health Serv Res. 2018; 53 Suppl 1(Suppl Suppl 1):3007-3026. DOI: 10.1111/1475-6773.12762.
Silveira TB, Tavella RA, Fernandez JB, Ribeiro APFA, Garcia EM, da Silva Júnior FMR. Perfil epidemiológico de recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal em hospitais universitários no extremo Sul do Brasil. VITALLE,2020; 32(2):46-54. DOI: 10.14295/vitalle.v32i2.9815.
Ministério da Saúde (BR). “Pequenas ações, grande impacto: contato pele a pele imediato para todos os bebês, em todos os lugares”: 17/11 – Dia Mundial da Prematuridade [Internet]. [Brasília]: Ministério da Saúde (BR); 2021. Available from:https://bvsms.saude.gov.br/pequenas-acoes-grande-impacto-contato-pele-a-pele-imediato-para-todos-os-bebes-em-todos-os-lugares-17-11-dia-mundial-da-prematuridade/#:~:text=De%20acordo%20com%20a%20Organiza%C3%A7%C3%A3o,considerado%20prematuro%20ou%20pr%C3%A9%2Dtermo.
Lopes RP, Oliveira RM, Gomes MSB, Santiago JCS, Silva RCR, Souza FL. Professional practice environment and nursing work stress in neonatal units. Rev Esc Enferm USP. 2021; 55:e20200539. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2020-0539
Rocha L, de Melo C, Costa R, Anders JC. A comunicação de más notícias pelo enfermeiro no cenário do cuidado obstétrico. Reme : Rev. Min. Enferm. [Internet]. 2016; 20:e981. Disponível em: http://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-27622016000100605&lng=pt.Epub 04-Maio-2017. http://dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20160051.
Fontes CMB, Menezes DV, Borgato MH, Luiz MR. Communicating bad news: an integrative review of the nursing literature. Rev Bras Enferm [Internet]. 2017; 70(5):1089-1095. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0143.
Preto VA, Pedrão LJ. Stress among nurses who work at the intensive care unit. Revista da Escola de Enfermagem da USP [Internet]. 2009; 43(4):841–848. DOI: 10.1590/s0080-62342009000400015.
Silva AE, Ribeiro SA, Carvalho TV, Laia DHS de, Ferreira GJ, Oliveira LA de. A percepção do profissional enfermeiro frente à comunicação de notícias difíceis. Research, Society and Development [Internet]. 2020; 9(12):e36991211014–e36991211014. Available from: https://www.rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/11014
Savoia MG, Santana PR, Mejias NP. Adaptação do inventário de estratégias de Coping de Folkman e Lazarus para o português. Psicologia USP [Internet]. 1996; 7(1-2):183–201.
Dias EN, Pais-Ribeiro JL. O Modelo de Coping de Folkman e Lazarus: Aspectos Históricos e Conceituais. Revista Psicologia e Saúde. 2019;11(2):55.
Moraes F, Rieth R, Gehrke E, Stube M, Fernandes ML. Estratégias de Coping utilizadas por trabalhadores de enfermagem em terapia intensiva neonatal. Reme [Internet]. 2016;20:e966. DOI: 10.5935/1415-2762.20160036.
Paes Da Silva M. Comunicação de Más Notícias. O Mundo da Saúde, 2012; 36(1):49-45.
Oliveira E, Martins B, Pacheco S, Progianti J, Santos R, Ferreira A. Estratégias de coping de trabalhadores de enfermagem frente à morte em unidade de terapia intensiva neonatal. Revista M Estudos Sobre a Morte, Os Mortos E O Morrer. 2021;6(12). DOI: https://doi.org/10.9789/2525-3050.2021.
Damião EBC, Rossato LM, Fabri LR de O, Dias VC. Inventário de estratégias de enfrentamento: um referencial teórico. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2009;43(spe2):1199–1203. DOI: 10.1590/S0080-62342009000600009
Ribeiro RM, Pompeo DA, Pinto MH, Ribeiro R de CHM. Estratégias de enfrentamento dos enfermeiros em serviço hospitalar de emergência. Acta Paulista de Enfermagem. 2015; 28(3):216–223. DOI: 10.1590/1982-0194201500037
Umann J, Silva RM da, Benetti ERR, Guido L de A. Estresse e enfrentamento entre enfermeiros de unidade hemato-oncológica. Rev. René [Internet]. 2013; 14(4).


