Tromboembolismo pulmonar: atualizações no diagnóstico, tratamento e prevenção
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-020Keywords:
tromboembolismo pulmonar, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamentoAbstract
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave caracterizada pela obstrução da artéria pulmonar ou de seus ramos por êmbolos, geralmente originados de trombos venosos profundos. Sua fisiopatologia envolve processos complexos de coagulação e inflamação, resultando em aumento da resistência vascular pulmonar, disfunção ventricular direita e, em casos graves, choque cardiogênico. Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento do TEP, incluindo imobilização prolongada, neoplasias, trombofilias hereditárias, uso de contraceptivos hormonais e cirurgias de grande porte. As manifestações clínicas do TEP variam amplamente, desde sintomas inespecíficos, como dispneia e dor torácica, até apresentações graves com hipotensão e colapso circulatório. O diagnóstico requer uma abordagem combinada, utilizando escores clínicos, biomarcadores, exames de imagem, como angiotomografia pulmonar e cintilografia de ventilação-perfusão, além da ultrassonografia venosa dos membros inferiores para identificação de trombose venosa profunda. A estratificação de risco é essencial para definir a conduta terapêutica, que pode incluir anticoagulação, trombólise ou intervenções endovasculares. O manejo clínico do TEP visa restaurar a perfusão pulmonar e prevenir recorrências. Pacientes de baixo risco são tratados com anticoagulantes orais diretos ou heparina, enquanto casos de alto risco podem necessitar de trombólise sistêmica ou trombectomia. Em determinadas situações, o uso de filtros de veia cava inferior pode ser indicado. O prognóstico depende da gravidade da apresentação inicial, das comorbidades associadas e da eficácia do tratamento instituído. Complicações, como hipertensão pulmonar tromboembólica crônica e insuficiência cardíaca direita, podem ocorrer, exigindo acompanhamento prolongado. A prevenção do TEP é fundamental, especialmente em pacientes hospitalizados ou submetidos a cirurgias de grande porte. Medidas como profilaxia farmacológica com heparinas de baixo peso molecular e dispositivos de compressão pneumática reduzem significativamente a incidência da doença. Estratégias adicionais incluem a mobilização precoce e a identificação de indivíduos com risco elevado, permitindo intervenções personalizadas e redução da morbimortalidade associada ao TEP.
References
AKSHAY MACHANAHALLI BALAKRISHNA et al. Intermediate-Risk Pulmonary Embolism: A Review of Contemporary Diagnosis, Risk Stratification and Management. Medicina, v. 58, n. 9, p. 1186–1186, 30 ago. 2022.
ALBRICKER, A. C. L. et al. Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 4, p. 797–857, abr. 2022.
ES, N. VAN et al. Diagnostic management of acute pulmonary embolism: a prediction model based on a patient data meta-analysis. European Heart Journal, v. 44, n. 32, p. 3073–3081, 15 jul. 2023.
GÖTZINGER, F. et al. Interventional therapies for pulmonary embolism. Nature Reviews Cardiology, v. 20, n. 10, p. 670–684, 12 maio 2023.
HAYSSEN, H. et al. Systematic review of venous thromboembolism risk categories derived from Caprini score. Journal of Vascular Surgery Venous and Lymphatic Disorders, v. 10, n. 6, p. 1401-1409.e7, 2 ago. 2022.
JONG, C. M. M. DE et al. Modern imaging of acute pulmonary embolism. Thrombosis Research, v. 238, p. 105–116, 23 abr. 2024.
KAPTEIN, F. H. J. et al. Pulmonary infarction in acute pulmonary embolism. Thrombosis Research, v. 202, p. 162–169, 1 abr. 2021.
KHANDAIT, H. et al. Acute pulmonary embolism: Diagnosis and management. Indian Heart Journal, v. 75, n. 5, p. 335–342, set. 2023.
LUKAS HOBOHM; KELLER, K.; STAVROS KONSTANTINIDES. Lungenembolie. Deleted Journal, v. 64, n. 1, p. 40–49, 1 jan. 2023.
LUTSEY, P. L.; ZAKAI, N. A. Epidemiology and prevention of venous thromboembolism. Nature Reviews Cardiology, v. 20, n. 4, p. 248–262, 18 out. 2022.
MARTINEZ, C. R. et al. Current Management of Acute Pulmonary Embolism. Annals of Thoracic and Cardiovascular Surgery, v. 26, n. 2, p. 65–71, 4 out. 2019.
PALM, V. et al. Acute Pulmonary Embolism: Imaging Techniques, Findings, Endovascular Treatment and Differential Diagnoses. RöFo - Fortschritte auf dem Gebiet der Röntgenstrahlen und der bildgebenden Verfahren, v. 192, n. 01, p. 38–49, 28 maio 2019.
ROY, P.-M.; DOUILLET, D.; PENALOZA, A. Contemporary management of acute pulmonary embolism. Trends in Cardiovascular Medicine, v. 32, n. 5, p. 259–268, 29 jun. 2021.
SIDHU, V. S. et al. Effect of Aspirin vs Enoxaparin on Symptomatic Venous Thromboembolism in Patients Undergoing Hip or Knee Arthroplasty. JAMA, v. 328, n. 8, p. 719, 23 ago. 2022.
WESTAFER, L. M.; LONG, B.; GOTTLIEB, M. Managing Pulmonary Embolism. Annals of Emergency Medicine, v. 82, n. 3, p. 394–402, 17 fev. 2023.
WIT, K. DE; D’ARSIGNY, C. L. Risk stratification of acute pulmonary embolism. Journal of Thrombosis and Haemostasis, v. 21, n. 11, p. 3016–3023, 15 maio 2023.
YAMASHITA, Y.; MORIMOTO, T.; KIMURA, T. Venous thromboembolism: Recent advancement and future perspective. Journal of Cardiology, v. 79, n. 1, p. 79–89, 10 set. 2021.
ZUO, Z. et al. Thrombolytic therapy for pulmonary embolism. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 2021, n. 4, 15 abr. 2021.


