Prevalência de lesões precursoras do câncer de colo de útero em mulheres residentes em um município da baixada fluminense
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-005Keywords:
neoplasia, colo do útero, prevenção, saúde da mulher, citopatologicoAbstract
O câncer de colo de útero (CCU) é o terceiro tipo de câncer mais incidente em mulheres no país. Constitui uma questão de saúde pública, por apresentar um papel importante na morbimortalidade das mulheres. Segundo o IBGE,o municipio em questão é uma das maiores cidades da Baixada Fluminense, tendo 51,5% da população composta por mulheres em 2024, necessitando de políticas públicas com maior enfoque no rastreio desta doença. Dessa forma, é importante conhecer a prevalência de lesões precursoras desse câncer em mulheres residentes no município em questão atendidas pelo SUS entre 2020 e 2022. Para tanto, foi realizado um estudo observacional, retrospectivo, utilizando dados secundários disponíveis no SISCAN, referentes aos exames de rastreamento do CCU realizados no município no período definido. Os dados foram fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde local. Notou-se uma amostra composta por 20.059 registros de exames dos quais 1.119 foram alterados para algum tipo de lesão precursora do CCU. A alteração mais frequente foi de células escamosas atípicas de significado indeterminado possivelmente não neoplásicas (ASC-US), com 757 casos (67,64%), tendo maior proporção encontrada entre 25 a 29 anos (16,25%). A maior proporção de exames alterados foi observada em 2020 (20,93%). Concluiu-se que o tipo de lesão e a faixa etária observadas corroboram a informação da literatura, porém chama atenção a maior proporção de alterações durante o período de isolamento social pela pandemia de COVID-19 sugerindo maior demanda para seguimento de alterações prévias, com importante redução dos exames de rastreamento em 2020.
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