Efeitos da atividade física na Doença de Parkinson
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-003Keywords:
Doença de Parkinson, exercício físico, gerenciamento clínicoAbstract
Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que causa sintomas motores (como tremores e bradicinesia) e não motores (depressão, constipação, disautonomia e declínio cognitivo). Esses sintomas decorrem da perda de dopamina causada pelo acúmulo de corpos de Lewy e podem ser agravados por fatores genéticos, como mutações no gene LRRK2. A doença, geralmente idiopática, também pode estar associada a lesões cerebrais e uso de medicamentos dopaminérgicos. O tratamento busca retardar a progressão e controlar os sintomas, com destaque para o uso de levodopa, embora seu uso prolongado tenha efeitos adversos. Além disso, exercícios físicos complementam a terapia, melhorando tanto os sintomas motores quanto não motores, promovendo maior qualidade de vida e adesão ao tratamento. A DP é desafiadora para a saúde pública devido ao envelhecimento populacional e ao alto custo dos tratamentos. Objetivo: O objetivo do artigo é analisar a importância dos exercícios físicos como terapia para melhorar sintomas, qualidade de vida e adesão ao tratamento em pacientes com Doença de Parkinson, com base em estudos científicos. Metodologia: O estudo teve como objetivo investigar os impactos da atividade física na Doença de Parkinson por meio de uma revisão integrativa. A pesquisa foi realizada nas bases PubMed e SciELO, com foco em estudos originais em inglês publicados entre 2019 e 2024. Foram excluídas metanálises para priorizar a análise de estudos primários. Resultados: O exercício físico tem impacto significativo na prevenção e no manejo da Doença de Parkinson (DP), contribuindo para melhorias na marcha, equilíbrio, cognição e saúde mental. Ele pode desacelerar a progressão clínica da doença, reduzir a atrofia cerebral e promover efeitos neuroprotetores, como a redução da agregação de proteínas patogênicas e o aumento da plasticidade neuronal. Além disso, a atividade física intensa na meia-idade está associada a uma redução do risco de desenvolvimento da DP. Esses benefícios abrangem tanto aspectos motores quanto não motores, como cognição, bem-estar emocional e resiliência, destacando o papel essencial do exercício na qualidade de vida dos pacientes. Discussão: A atividade física é uma intervenção eficaz para a Doença de Parkinson, beneficiando tanto os sintomas motores quanto não motores. Exercícios regulares ajudam a reduzir rigidez, tremores e problemas de equilíbrio, além de melhorar a saúde mental e a cognição. Os benefícios incluem aumento da neuroplasticidade, liberação de dopamina e redução da inflamação cerebral. Atividades como Tai Chi, dança e exercícios aeróbicos têm resultados positivos, especialmente quando iniciadas precocemente. A prática constante é fundamental para manter os benefícios e retardar a progressão da doença, mas desafios como adesão e personalização dos programas precisam ser superados. Conclusão: A atividade física é fundamental no manejo da Doença de Parkinson, melhorando a função motora, cognição e saúde mental, além de retardar a progressão dos sintomas. Programas de exercício regular, adaptados às necessidades individuais e supervisionados por profissionais, são eficazes, especialmente quando iniciados precocemente. Atividades em grupo ajudam na adesão ao tratamento e no bem-estar social. Incorporar exercício físico no tratamento multidisciplinar melhora a qualidade de vida dos pacientes, e mais estudos são necessários para otimizar os tipos de exercícios e sua combinação com medicamentos.
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