Análise da tendência de internações por obstrução do trato respiratório de crianças no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n1-179Keywords:
acidentes, morbidade, hospitalização, corpos estranhos, obstrução das vias aéreasAbstract
Acidentes infantis, como a obstrução das vias aéreas por corpos estranhos (OVACE), são uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil no mundo. A vulnerabilidade das crianças decorre de fatores anatômicos, fisiológicos e comportamentais, o que torna a identificação precoce e a intervenção rápida cruciais para evitar desfechos fatais. A prevenção de OVACE é essencial para reduzir custos hospitalares e aliviar a pressão sobre os serviços de saúde. Este estudo tem como objetivo analisar as tendências de hospitalizações de crianças de 0 a 9 anos por obstrução do trato respiratório no Brasil, no período de 2008 a 2024, considerando fatores regionais e variáveis sociodemográficas. A pesquisa foi conduzida por meio de uma análise ecológica e descritiva, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), referentes às causas W79 e W80, que incluem a inalação de corpos estranhos. As taxas de hospitalização foram calculadas e analisadas com base em região, faixa etária e raça/cor, utilizando estimativas populacionais atualizadas do IBGE em 2024. Os resultados indicaram que a região Sudeste apresentou as maiores taxas de hospitalização. Crianças de 1 a 4 anos e do sexo masculino foram as mais afetadas. Além disso, foi identificado um aumento significativo nas hospitalizações de crianças de raça mista (Preta/Parda) nos últimos anos. As disparidades regionais e raciais apontam necessidade de intervenções específicas, como campanhas e treinamentos sobre manobra de Heimlich. A vigilância contínua e políticas públicas eficazes são fundamentais para reduzir a incidência de OVACE e proteger crianças mais vulneráveis.
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