Qualidade de vida de pessoas que convivem com a colostomização atendidas pelo Sistema Único de Saúde em Blumenau, SC
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n1-086Keywords:
qualidade de vida, colostomia, equipe de assistência multidisciplinarAbstract
As ostomias são procedimentos cirúrgicos realizados para exteriorizar órgãos, podendo ser temporárias ou permanentes, sendo que a colostomia consiste na exteriorização de qualquer segmento do cólon. A convivência com a bolsa traz alterações físicas e psicossociais. Objetiva-se com esse estudo, identificar o nível da qualidade de vida dos pacientes colostomizados atendidos no Núcleo de Atenção ao Ostomizado (NAO) no município de Blumenau-SC. A pesquisa é de cunho quantitativo-descritivo e foi realizada com os pacientes que frequentam os serviços do NAO, por meio do questionário Stoma Care QoL, composto por 20 perguntas que avaliam a qualidade de vida desses pacientes. O estudo incluiu 47 pessoas colostomizadas, sendo a maioria mulheres, com faixa etária predominante entre 60 e 74 anos, e a maior parte usava a bolsa há menos de cinco anos. A principal causa para a realização da colostomia foram condições agudas. As preocupações mais relatadas foram odor, ruído e vazamentos da bolsa. Em relação à qualidade de vida, a dimensão pessoal foi a mais afetada, sem diferenças significativas entre os gêneros. Pacientes com 75 anos ou mais apresentaram uma qualidade de vida inferior, enquanto o motivo da cirurgia não influenciou nos escores de qualidade de vida. Observou-se também que, quanto menor o tempo de uso da bolsa, piores foram os índices de qualidade de vida. Conclui-se que, muitas variáveis influenciam na qualidade de vida da pessoa colostomizada e que estratégias de cuidado multidisciplinares são necessárias para promover uma melhor qualidade de vida e um processo de adaptação mais humanizado.
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