Análise da hanseníase em Itaberaba, Bahia: desafios e estratégias de saúde pública
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-510Keywords:
hanseníase, saúde pública, epidemiologia, prevenção, ItaberabaAbstract
Introdução: A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infectocontagiosa de alta infectividade, mas baixa patogenicidade, ainda prevalente no Brasil. Associada a fatores socioeconômicos e ao estigma social, permanece um desafio de saúde pública, especialmente em municípios como Itaberaba, Bahia. Objetivo: Analisar a situação epidemiológica da hanseníase em Itaberaba, com enfoque nos desafios e estratégias de saúde pública para controle e prevenção. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo baseado em revisão de dados epidemiológicos extraídos do Painel de Monitoramento de Hanseníase no Brasil do Sinan/SVS/MS, 2024 e do sistema ESUS/VS-ES, com ênfase nos anos de 2012 a 2024. Foram utilizadas fontes oficiais, como o Ministério da Saúde e literatura científica pertinente. Resultados:Itaberaba apresenta taxas de incidência superiores à média regional, com 33 casos ativos registrados em 2024, equivalente a 50,8 casos por 100 mil habitantes. Fatores como pobreza, densidade domiciliar e condições de moradia precárias contribuem para a persistência da doença. Além disso, a pandemia de COVID-19 afetou negativamente a notificação e o controle da hanseníase. Conclusão: A hanseníase em Itaberaba reflete a necessidade de estratégias integradas, incluindo campanhas de conscientização, busca ativa de casos, capacitação de profissionais de saúde e melhoria das condições socioeconômicas locais, visando à redução da incidência e à promoção da qualidade de vida da população afetada.
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