Benefícios da atuação da equipe multidisciplinar em criança portadora de síndrome rara
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-506Keywords:
Wolf-Hirschhorn, síndromes, genoma, multidisciplinaridadeAbstract
Síndromes raras são doenças de baixa prevalência, afetando menos de 65 pessoas por 100 mil, com características genéticas predominantes, como anomalias congênitas e erros inatos do metabolismo. Requerem cuidados multidisciplinares devido ao impacto significativo nos pacientes, famílias e sistemas de saúde. A Síndrome de Wolf-Hirschhorn, causada pela deleção do cromossomo 4p16.3, exemplifica a complexidade dessas condições, apresentando manifestações como epilepsia, atraso no desenvolvimento, deficiências genitais e intelectuais. Esse estudo acompanhou uma criança de 8 meses com Síndrome de Wolf-Hirschhorn. O manejo multidisciplinar, envolvendo o SUS, plano de saúde e o projeto GENOMA da USP, foi essencial, embora desafiador. Apesar dos esforços, a criança enfrentou complicações e hospitalizações frequentes, falecendo aos 13 meses. Este caso ilustra a importância de abordagens integradas e personalizadas no tratamento de síndromes raras, evidenciando a necessidade de aprimoramento constante das práticas clínicas. O papel da família é central, tanto no suporte emocional quanto na coordenação dos cuidados, mas o desgaste físico e psicológico exige suporte adicional para os cuidadores. Adaptar o ambiente às necessidades do paciente contribui para sua qualidade de vida e bem-estar emocional. O estudo reforça a relevância de estratégias colaborativas e contínuas para melhorar o atendimento a essas condições genéticas raras.
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