Morte materna e fatores relacionados ao tempo de remoção para unidade de alta complexidade: estudo de caso-controle
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-469Keywords:
estudos de casos e controles, mortalidade materna, assistência hospitalar, acessibilidade aos serviços de saúde, unidade de terapia intensivaAbstract
A mortalidade materna continua um importante problema de saúde pública. O estudo objetiva avaliar os fatores relacionados ao tempo de remoção de mulheres no ciclo gravídico puerperal para Unidade de Terapia Intensiva que evoluíram para óbito. Trata-se de estudo de caso-controle utilizando prontuários de mulheres internadas em maternidade estadual com transferência regulada. Os casos foram 34 mulheres cujo desfecho foi o óbito materno, e os controles 68 mulheres que sobreviveram. Foram avaliados condições sociodemográficas e obstétricas; diagnóstico de transferência; tempo de remoção; e causa das mortes. Utilizou-se estatística descritiva e inferencial. Observa-se que a idade média dos casos foi de 28,2 e dos controles 24,4 anos. A maioria, independente do grupo, era pardas/pretas, solteiras, ensino médio e parto natural. No estado obstétrico, no grupo Caso, predominaram gestantes com doença falciforme; no Controle, puérperas com cardiopatias. Motivou a transferência, nos dois grupos, a septicemia. Maioria dos casos oriunda da capital ou metrópole, e controles do interior. A principal causa de morte materna foi infecção. Mulheres com aborto tiveram chance maior no tempo de remoção, enquanto feto viável aumentou esse tempo em 60%. O tempo mediano de remoção não mostrou diferença estatística entre grupos. Conclui-se que a mortalidade materna está concentrada em mulheres com maior vulnerabilidade social e com transferência hospital motivada por infecção. Os achados hospitalares evidenciam as dificuldades da rede de atenção à saúde da mulher no tocante às mortes por causas evitáveis.
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