Resistência antimicrobiana entre uropatógenos gram-positivos que causam infecção do trato urinário em pacientes ambulatoriais
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-401Keywords:
infecção, uropatógenos, gram-positivosAbstract
As infecções do trato urinário (ITU) acometem todas as faixas etárias. Anualmente, são diagnosticados 150 milhões de casos de ITU. No Brasil são poucos os estudos que investigam a evolução temporal da resistência antimicrobiana dos uropatógenos em pacientes com ITU adquirida na comunidade. Analisou as características epidemiológicas das infecções urinárias de origem comunitárias causadas por bactérias gram-positivas em uroculturas positivas no período de 2011-2019. Trata-se de um estudo observacional transversal conduzido no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2019 no município de Goiânia - Goiás, cidade do centro-oeste do Brasil. Quatro laboratórios clínicos participam desse estudo, os quais possuem postos de coletas de amostras clínicas em diferentes regiões da cidade de Goiânia. Foram registrados todos os laudos de urocultura positiva com o respectivo antibiograma, resultante dos testes microbiológicos, e as variáveis demográficas como sexo e idade. A população do estudo foi composta por pessoas de todas as idades, de ambos os sexos, cuja cultura de urina deu resultado positivo para Staphylococcus saprophyticus, Enterococcus faecalis e Staphylococcus aureus. No período em análise (2011-2019), a amostra foi composta por 22.034 laudos de uroculturas, sendo que dessas 43,9% eram E. faecalis, 34,4% S. aureus e 21,6% S. saprophyticus. Fatores sociodemográficos como idade entre 19 e 59 anos e sexo feminino estão associados a um maior número de uroculturas positivas. Foi demonstrada uma tendência de queda de resistência entre os três uropatógenos para a Tobramicina.
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