O impacto da pandemia de COVID-19 no risco de fragilidade em idosos atendidos no ambulatório de geriatria do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-367Keywords:
fragilidade, idosos, pandemiaAbstract
A síndrome de fragilidade é uma condição geriátrica associada à sarcopenia, desregulação neuroendócrina e imunológica. Durante a pandemia de COVID-19, medidas de isolamento foram necessárias para proteger pessoas com mais de 60 anos, grupo de maior risco de complicações graves. Este estudo transversal quantitativo avaliou 100 idosos atendidos no ambulatório de geriatria do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) em 2022. Os participantes, com 60 anos ou mais, assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) e foram avaliados pelo Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional do Idoso (IVCF-20). Observou-se que 57% tinham entre 60-74 anos, sendo 75% do sexo feminino. Quanto ao risco de fragilidade, 26% apresentaram baixo risco, 36% moderado e 38% alto risco, com associação significativa entre fragilidade e faixa etária (p=0.0286), perda de apetite (p=0.072) e sensação de fraqueza (p=0.0262) durante a pandemia. As comorbidades mais comuns foram hipertensão arterial (69%), diabetes mellitus (38%) e doenças osteoarticulares (34%), embora sem associação significativa com a fragilidade (p>0.05). Os resultados evidenciam os impactos negativos da pandemia, que aumentaram a vulnerabilidade dos idosos, destacando a necessidade de classificação de risco para melhores cuidados e intervenções no envelhecimento.
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