Leucemia Linfoblástica Aguda em Pediatria: Epidemiologia, diagnóstico, terapias-alvo e desafios no tratamento

Authors

  • Isabella Morais Gripp
  • Ana Luisa Fava janetti Nacari
  • Iris Lopes de Faria
  • João Pedro Berbert Freitas
  • Jully Belluzzo Silva Maciel
  • Maria Clara Carvalho Coutinho
  • Nair dos Santos Jorge
  • Pedro Henrique Nunes Barra
  • Rafaela Werneck Ranção
  • Thaís Dilze Varginha Gomes

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-358

Keywords:

leucemia linfoblástica aguda, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é o câncer hematológico mais comum na infância, com uma incidência global significativa. Sua prevalência é mais alta em crianças, mas também pode ocorrer em adultos, com picos de incidência na infância e na idade adulta precoce. A doença caracteriza-se pela proliferação descontrolada de linfócitos imaturos, o que compromete a função normal da medula óssea e do sistema imunológico. O diagnóstico da LLA é realizado por meio de exames laboratoriais, como a análise do sangue periférico, mielograma e técnicas de imagem. A confirmação do diagnóstico depende da identificação de linfócitos blastos no sangue e na medula óssea, além de testes genéticos que podem identificar anomalias cromossômicas específicas. Nos últimos anos, o tratamento da LLA evoluiu consideravelmente, com avanços nas terapias-alvo e na utilização de terapias moleculares e imunoterápicas. A quimioterapia ainda é a base do tratamento, mas novas abordagens, como a terapia com células T CAR, oferecem melhores resultados, especialmente em casos refratários. O foco dessas terapias é atacar as células leucêmicas de maneira mais específica, minimizando os efeitos colaterais e aumentando as taxas de sobrevida. No entanto, apesar dos avanços, o tratamento da LLA ainda apresenta desafios, como as taxas de recidiva, especialmente nos pacientes adultos, onde a resposta ao tratamento é menos eficaz. A resistência ao tratamento e a presença de características genéticas adversas, como a deleção do IKZF1, complicam o manejo e pioram o prognóstico em alguns casos. Portanto, embora os avanços no diagnóstico e tratamento da LLA tenham sido notáveis, os desafios no tratamento das recidivas e na gestão dos casos mais complexos, especialmente em adultos, continuam a demandar esforços de pesquisa e novas abordagens terapêuticas. A personalização do tratamento, com base nas características moleculares do paciente, é uma das principais promessas para melhorar os resultados a longo prazo.

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Published

12/10/2024

How to Cite

GRIPP, I. M.; NACARI, A. L. F. janetti; FARIA, I. L. de; FREITAS, J. P. B.; MACIEL, J. B. S.; COUTINHO, M. C. C.; JORGE, N. dos S.; BARRA, P. H. N.; RANÇÃO, R. W.; GOMES, T. D. V. Leucemia Linfoblástica Aguda em Pediatria: Epidemiologia, diagnóstico, terapias-alvo e desafios no tratamento. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 9, p. e75785, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n9-358. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/75785. Acesso em: 18 oct. 2026.

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Original Papers