O papel da estimulação cerebral profunda no manejo de doenças neurodegenerativas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-322Keywords:
estimulação cerebral profunda, doenças neurodegenerativas, doenças neuropsiquiátricasAbstract
Introdução: A Estimulação Cerebral Profunda (ECP) é uma intervenção neurocirúrgica desenvolvida na década de 1980 para tratar tremor essencial e Doença de Parkinson, sendo atualmente investigada para outras doenças neurodegenerativas e psiquiátricas. Baseada na modulação de regiões cerebrais específicas, a ECP melhora sintomas motores e qualidade de vida, embora não altere a evolução da doença. No entanto, a técnica apresenta limitações, como alto custo, necessidade de centros especializados e riscos associados, como infecções e danos ao tecido cerebral. Fatores como neuroinflamação e estilo de vida destacam-se na prevenção, enquanto avanços em biomarcadores são essenciais para o diagnóstico e tratamento. Objetivo: Revisar as evidências sobre o impacto da estimulação cerebral profunda no prognóstico e na qualidade de vida dos indivíduos acometidos por distúrbios neurodegenerativos. Metodologia: Este estudo é uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO e LILACS, utilizando os descritores “Deep Brain Stimulation”, “Neurodegenerative Diseases” e “Deep Brain Stimulation AND Neurodegenerative Diseases”. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, em português, espanhol e inglês, com acesso completo e metodologias robustas. Discussão: A estimulação cerebral profunda (ECP) atua modulando circuitos neurais e apresenta benefícios terapêuticos distintos conforme a patologia. Na Doença de Parkinson, a ECP melhora sintomas motores, como tremores e bradicinesia, além de reduzir a dependência de medicação dopaminérgica, embora apresente riscos, como declínio cognitivo e complicações relacionadas ao procedimento. Em pacientes com Alzheimer, a estimulação de áreas como o fórnix e o núcleo basal de Meynert demonstra potencial para desacelerar o declínio cognitivo, apesar de limitações na eficácia e no entendimento dos mecanismos de ação. Para a Doença de Huntington, a ECP do globo pálido interno reduz significativamente a coreia, mas apresenta resultados heterogêneos em outros sintomas motores. Além disso, a ECP diminui a dependência medicamentosa em diversas condições, promovendo o controle de sintomas com menos efeitos adversos. Perspectivas futuras incluem o aprimoramento tecnológico para tratamentos personalizados e a expansão de indicações, com ênfase em pesquisas robustas para consolidar sua eficácia e segurança. Conclusão: A ECP é uma intervenção promissora no manejo de doenças neurodegenerativas, proporcionando benefícios significativos em sintomas refratários e redução da dependência medicamentosa. Apesar dos avanços na Doença de Parkinson, Alzheimer e Huntington, sua eficácia é limitada por desafios, como variabilidade nos resultados e necessidade de mais estudos para elucidar mecanismos de ação e otimizar indicações. O aprimoramento tecnológico e o aumento de pesquisas são cruciais para consolidar seu papel terapêutico, garantindo tratamentos personalizados e seguros. Assim, a ECP desponta como alternativa valiosa, embora ainda precise superar barreiras para alcançar maior impacto clínico.
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