Desenvolvimento e avaliação do potencial nutracêutico de uma farinha alimentícia a partir do uxi amarelo (Endopleura uchi)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-267Keywords:
Endopleura uchi, nutracêutico, farinha, composição centesimalAbstract
Endopleura uchi, conhecida como uxi amarelo, é uma fruta nativa da Amazônia com propriedades nutricionais promissoras, mas pouco exploradas. Estudos anteriores indicam que a polpa do uxi possui nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e antioxidantes, que podem beneficiar a saúde humana e promover o desenvolvimento de novos produtos funcionais para a indústria alimentícia, especialmente voltados para dietas sem glúten. O presente estudo teve como objetivo desenvolver uma farinha alimentícia a partir do uxi amarelo e avaliar seu potencial nutracêutico por meio da caracterização físico-química, análise da atividade antioxidante e antibacteriana. Os frutos foram coletados, higienizados, despolpados, desidratados a 80°C e triturados para obtenção da farinha. Foram realizadas análises de umidades, cinzas, proteínas e lipídios; seguindo as normas do Instituto Adolfo Lutz, além da determinação do índice de acidez e pH. A atividade antioxidante foi medida pelo método DPPH, e a atividade antimicrobiana foi avaliada pelo método de disco-difusão com bactérias Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis. Os resultados da análise centesimal indicaram que a transformação da polpa em farinha concentrou significativamente os nutrientes. A farinha apresentou 28,59% de lipídios e 60,1% de carboidratos, comparados a 14,48% e 33,95% na polpa, respectivamente, enquanto a umidade de 48,9% para 5,34%. Esses valores indicam um aumento significativo no valor energético, passando de 275,68 Kcal para 517,51 Kcal. A acidez foi maior na farinha (2,56%) com pH de 4,75, o que contribui para a estabilidade do produto. Quanto à atividade antioxidante, a farinha declara uma resposta promissória, com valores de IC50 diminuindo progressivamente ao longo do tempo, reforçando seu potencial como ingrediente antioxidante. No entanto, não foram observados halos de inibição de crescimento bacteriano nas amostras, diminuindo ausência de atividade antimicrobiana contra as cepas testadas, o que sugere que o produto não afeta qualidades à microbiota intestinal. A farinha de uxi amarelo apresenta um perfil nutricional concentrado e potencial antioxidante, sendo uma alternativa viável para o desenvolvimento de produtos sem glúten e alimentos funcionais. A ausência de atividade antimicrobiana contribui para sua segurança alimentar e aplicabilidade em dietas saudáveis.
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