Perda Fetal: Trajetória da descoberta ao luto materno
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-217Keywords:
luto, aborto espontâneo, resiliência psicológica, enfermagem obstétricaAbstract
Introdução: A mãe, ao vivenciar a morte súbita d seu filho ainda em desenvolvimento, passa por um processo de desorganização familiar, interrompendo os primeiros laços que seriam formados entre mãe e filho. Objetivo: Desvelar o processo do luto de mães que vivenciaram a perda fetal durante sua gestação. Método: Estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa, a coleta de dados ocorreu de fevereiro a maio de 2022, em uma maternidade de um Hospital do Norte do Paraná. A amostra foi composta por 14 puérperas com histórico de perda fetal, codificadas por meio da letra P. Utilizou-se instrumento semiestruturado e na sequência realizou-se entrevista gravada com questões norteadoras. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de Bardin. Resultados: A idade das participantes variou entre 18 e 39 anos. Emergiu-se 6 categorias temáticas, sendo elas: orientações recebidas durante o diagnóstico de perda; vivenciando o diagnóstico de gravidez e da perda fetal; vivenciando a perda fetal e buscando o acolhimento profissional; a ambiguidade dos sentimentos de tristeza e esperança; buscando estratégias de superação no enfrentamento do luto; vivenciando o crescimento pessoal após o luto. Conclusão: O presente estudo revelou a informação de não haver nada a ser feito diante do aborto espontâneo, assim como, sua normalidade de ocorrência. Frente a perda fetal, prevaleceu a ambiguidade dos sentimentos de tristeza e esperança na possibilidade de uma nova gestação. Evidenciou-se a importância do apoio familiar e do parceiro no enfrentamento do processo de luto.
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