A dosagem da carga viral e o uso de terapia antirretroviral como fatores influenciadores na transmissão vertical do HIV no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-151Keywords:
transmissão vertical, HIV, carga viral, terapia antirretroviralAbstract
A transmissão vertical (TV) do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é a passagem do patógeno da mãe soropositiva para o filho relacionada aos níveis elevados de carga viral materna, às infecções sexualmente transmissíveis não tratadas, à falta de acesso à terapia antirretroviral (TARV) e à amamentação. O objetivo do estudo é quantificar a TV no Brasil com análise da dosaem de carga viral no parto e da adesão à terapia antirretroviral em cada região do país. Foi realizada a coleta de dados, entre Outubro de 2022 e Julho de 2023, pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e pelo painel de indicadores epidemiológicos do Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. A TV é a principal forma de transmissão do vírus nas crianças e apresentou redução de 92,42% entre 2013 e 2021, o Nordeste teve a maior prevalência enquanto o Sudeste e o Sul obtiveram menos casos. Ademais, o tratamento precoce é evidente visto que houve aumento na TARV experimentada em 17,89%, redução da TARV não iniciada e não experimentada em em 2,21% e 15,68%, respectivamente. A quantidade de carga viral periparto aumentou nos valores menores de 50 cópias/ml e reduziu nos valores maiores com evidente diminuição do risco de TV. Assim, a TV do HIV pode ser reduzida com intervenções preventivas e terapêuticas como a utilização precoce e adequada da TARV por gestantes soropositivas e a consequente diminuição da carga viral materna e a probabilidade de transmissão para o bebê.
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