Sintomatologia e número de exacerbações de pacientes diagnosticados com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica em uso de estratégia farmacológica

Authors

  • Lucas Diniz Nascimento de Freitas
  • Victória Droubi Mahle
  • Gabriel Banholli Bonfim
  • Heitor Bueno Hirata
  • Gláucia Evelin de Jesus Silva
  • Beatriz Dias de Oliveira
  • Luan Benite Viegas
  • Thiago Antônio Meneghetti
  • Angelica Raiz

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-098

Keywords:

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, exacerbações, sintomas respiratórios

Abstract

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é marcada por sintomas relacionados à obstrução progressiva das vias aéreas inferiores. As exacerbações são episódios de piora aguda da condição basal do paciente, sendo associadas a maior morbimortalidade. Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a gravidade da DPOC e o número de exacerbações e queixas sintomatológicas de uma amostra de pacientes em tratamento medicamentoso otimizado para a doença. Trata-se de um estudo transversal, descritivo- analítico, com dados de prontuário e espirometria de 58 pacientes de uma clínica particular de Rio Claro-SP. Os dados obtidos incluíram estágio da DPOC, número de exacerbações graves no último ano, status de tabagismo atual e valores de Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1) da espirometria, além de um questionário para sintomatologia. Foram utilizadas estatísticas descritivas e teste de Friedman para dados não-paramétricos, considerando um nível de significância de 5%. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de Limeira (CAAE 66396922.4.0000.5608). A média de idade foi 71,4 ± 9,7 anos, com 32 homens e 26 mulheres. As exacerbações foram mais frequentes nas mulheres (15 eventos) que nos homens (12). Mais da metade dos pacientes (55%) não apresentou exacerbação no último ano, e 51% dos exacerbadores foram classificados como DPOC grau III (VEF1 entre 30% e 49%). No grupo de exacerbadores, viu-se diferença significativa (p = 0,0374) na frequência de exacerbações em indivíduos com DPOC grau III em relação aos demais estágios (25% eram grau IV, com VEF1 abaixo de 30%, e 22% grau II, com VEF1 entre 30% e 49%). Foi maior a taxa de exacerbação e piora sintomática do grupo de não fumantes quando comparados aos fumantes (p = 0,0205). Os achados sugerem que a gravidade da DPOC está diretamente associada ao número de exacerbações e à sintomatologia relatada pelos pacientes, ainda que estejam utilizando terapia farmacológica otimizada para DPOC. Além disso, destacou-se uma inesperada maior taxa de exacerbação entre os não fumantes quando comparados aos fumantes, o que sugere a necessidade de investigação mais aprofundada sobre os mecanismos subjacentes a esse fenômeno. Os resultados reforçam a necessidade de vigilância e manejo mais adequado dos pacientes quanto ao controle de sintomas e reavaliação do quadro de obstrução para evitar desbalanços.

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Published

11/12/2024

How to Cite

FREITAS, L. D. N. de; MAHLE , V. D.; BONFIM , G. B.; HIRATA, H. B.; SILVA, G. E. de J.; OLIVEIRA, B. D. de; VIEGAS, L. B.; MENEGHETTI, T. A.; RAIZ, A. Sintomatologia e número de exacerbações de pacientes diagnosticados com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica em uso de estratégia farmacológica. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 9, p. e74508, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n9-098. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/74508. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

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Original Papers