Síndrome da Ardência Bucal: uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-081Keywords:
síndrome da ardência bucal, diagnóstico clínico, protocolos clínicosAbstract
A Síndrome da ardência bucal (SAB) é conceituada como “dor orofacial idiopática com queimação intraoral ou disestesia recorrente, diariamente, por mais de 2 horas por dia e por mais de 3 meses, sem quaisquer lesões causais identificáveis, com ou sem alterações somatossensoriais. Apesar de ainda não ser totalmente compreendida, é amplamente aceito que a etiologia da SAB é complexa e multifatorial. A condição acomete predominantemente mulheres no período de peri e pós-menopausa. Do ponto de vista clínico e em relação à sintomatologia, a queixa mais utilizada pelos pacientes para descrever a SAB é a sensação de queimação na mucosa que se apresenta visivelmente intacta e com paciente apresentando achados clínicos e laboratoriais normais. A abordagem da SAB inclui tratamentos tópicos, sistêmicos e não farmacológicos. As evidências acerca das abordagens terapêuticas disponíveis ainda são escassas e os resultados dos tratamentos podem variar consideravelmente entre os pacientes. O objetivo deste estudo é revisar as informações atuais disponíveis na literatura sobre a SAB com ênfase no perfil do paciente, aspectos clínicos, critérios de diagnóstico e opções de tratamentos propostos. Esta revisão foi baseada em uma pesquisa com abordagem qualitativa e descritiva, utilizando os descritores “Síndrome da Ardência Bucal”; “Cavidade oral” e “Saúde bucal”. Destaca-se a importância do conhecimento sobre a fisiopatologia, perfil do paciente acometido, aspectos clínicos e critérios de diagnóstico e abordagens terapêuticas disponíveis para a SAB. Desta forma, a equipe envolvida terá mais ferramentas para melhorar a qualidade de vida do paciente acometido por esta condição.
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