Distribuição espacial e características epidemiológicas dos casos de coinfecção por Leishmania-HIV na Região Nordeste do Brasil (2018-2022)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-078Keywords:
doenças negligenciadas, epidemiologia, saúde pública, zoonoseAbstract
O estudo teve como objetivo de analisar a distribuição espacial e descrever as características epidemiológicas dos casos de coinfeção Leishmania-HIV no Nordeste brasileiro notificados entre os 2018 e 2022. É um estudo transversal e descritivo com uso de dados secundários obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Obtiveram-se 989 casos de coinfecção Leishmaniose-HIV, dos quais 82,2% correspondiam a indivíduos do sexo masculino, com idade entre 40 a 59 anos (45,1%), pardos (83,2%) e com escolaridade incompleta. O critério diagnóstico predominante foi o laboratorial (88,2%) e houve cura em 66,4% dos casos, enquanto o óbito pelas patologias ficou em 7,3%. O estado com maior número de notificações foi o Maranhão (360). Apesar de ter apresentado uma maior incidência de cura, a coinfecção Leishmania-HIV ainda é um problema de saúde pública que afeta principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade, o que necessita de atenção por parte dos serviços de saúde.
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