Perfil dos pacientes sépticos com indicações de hemodiálise em Unidades de Terapia Intensiva de um hospital de grande porte
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-070Keywords:
injúria renal aguda, terapia renal substitutiva, sepse, UTIAbstract
Introdução: A injúria renal aguda (IRA) decorrente da sepse é frequente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e reversível dependendo do diagnóstico precoce e medidas terapêuticas efetivas. Objetivo: Caracterizar o perfil e indicações de hemodiálise em pacientes sépticos com IRA nas UTIs do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (HSCMV). Método: Trata-se de um estudo transversal, observacional, descritivo e quantitativo de pesquisa documental prospectivo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos (CEP), com coleta de dados com duração de 12 meses pelo sistema MV. Foram incluídos pacientes adultos, sem ou com Doença Renal Crônica (DRC) prévia não dialítica, diagnosticados com sepse e IRA que evoluíram para hemodiálise acompanhados nas UTIs do HSCMV. Resultados: Dos 73 pacientes incluídos, a idade média foi 64 anos, 50,7% eram do sexo masculino, 80,8% eram pardos e 65,8% hipertensos. Entre eles, 76,7% foram classificados pelo KDIGO (Kidney Disease Improving Global Outcome) como estágio 3 de IRA e 63% iniciaram terapia de substituição renal devido à hipervolemia refratária. O desfecho do estudo revelou mortalidade de 80,8% dos pacientes internados em UTI em vigência de diálise com IRA associada à sepse. Conclusão: O perfil dos pacientes sépticos que evoluíram para IRA, reforça que idade avançada, comorbidades associadas, assim como estágio mais severo da classificação KDIGO, apresentam pior desfecho, com alta mortalidade. É necessário protocolos para manejo da IRA na sepse e treinamento das equipes multidisciplinares para mudança dessa realidade.
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