Malária autóctone do Rio de Janeiro: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-011Keywords:
Malaria, Plasmodium, transmissão, Brasil, revisão sistemáticaAbstract
Justificativa/Problema: A malária representa um grave problema de saúde pública no mundo, com alta morbimortabidade no Brasil, principalmente na Amazônia Brasileira. Investigar a incidência desta doença nos estados extra-Amazonia é de fundamental importância para os programas de erradiacação da doença. Objetivo: Este trabalho investigou o perfil de casos autóctones de malária no estado do Rio de Janeiro. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática e as recomendações do protocolo PRISMA foram seguidas. As buscas foram realizadas nas bases de dados eletrônicas MEDLINE e LILACS. Resultados: Foram identificados 257 artigos (246 na MEDLINE e 11 na LILACS) na busca inicial, sendo 27 artigos selecionados. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 6 artigos foram selecionados. Casos autóctones de malária vivax são descritos, mas com a descoberta do Plasmodium simium é levantado questionamentos sobre a real etiologia dos casos anteriormente descritos. Conclusões: A identificação do Plasmodium simium e seu potencial zoonótico, trouxeram importantes informações para o contexto de eliminação da malária na região de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro. É necessário o bloqueio de reservatórios não humanos, que atuam como fonte de reintrodução da doença.
References
World Health Organization. World malaria report 2023. Geneva: World Health Organization; 2023. [Acessado em 30 de março de 2024]. Disponível em:https://www.who.int/teams/global-malaria-programme/reports/world-malaria-report-2023
Brasil, Ministério da Saúde do Brasil, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Dia da Malária nas Américas – um panorama da malária no Brasil em 2022 e no primeiro semestre de 2023. [Acessado em 30 de março de 2024]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2024/boletim-epidemiologico -volume-55-no-01/
Brasil, Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Malária na região extra-amazônica do Brasil: série histórica de 2010 a 2021. [Acessado em 30 de março de 2024]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/malaria/situacao-epidemiologica-da-malaria/boletins-epidemiologicos-de-malaria/boletim-epidemiologico-vol-53-nº30-2022-malaria-na-regiao-extra-amazonica-do-brasil-serie-historica-de-2010-a-2021/view
Albuquerque HG, Peiter PC, Toledo LM, Alencar JAF, Sabroza PC, Dias CG, et al. Geographical information system (GIS) modeling territory receptivity to strengthen entomological surveillance: Anopheles (Nyssorhynchus) case study in Rio de Janeiro State, Brazil. Parasit Vectors. 2018;11(1):256.
Albuquerque HG, Peiter PC, Toledo LM, Sabroza PC, Pereira RDS, Caldas JP, et al. Imported malaria in Rio de Janeiro state between 2007 and 2015: an epidemiologic approach. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2019;114:e190064.
Pina-Costa A, Brasil P, Di Santi SM, de Araujo MP, Suárez-Mutis MC, Santelli AC, et al. Malaria in Brazil: what happens outside the Amazonian endemic region. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2014;109(5):618-33.
Brasil P, Zalis MG, de Pina-Costa A, Siqueira AM, Júnior CB, Silva S, et al. Outbreak of human malaria caused by Plasmodium simium in the Atlantic Forest in Rio de Janeiro: a molecular epidemiological investigation. Lancet Glob Health. 2017;5(10):e1038-e1046.
Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. The PRISMA 2020 statement: An updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ. 2021; 372: n71.
Page MJ, MoherD, Bossuyt PM, Boutron I, HoffmannTC, Mulrow CD, et al. PRISMA 2020 explanation and elaboration: Updated guidance and exemplars for reporting systematic reviews. BMJ 2021; 372: n160.
Pina-Costa A, Bressan CS, Pedro RS, Valls-de-Souza R, Silva S, Souza, PR; et al. Diagnósticotardio de malária em área endêmica de dengue na extra-Amazônia Brasileira: experiência recente de uma unidade sentinela no estado do Rio de Janeiro. Rev Soc Bras Med Trop. 2010 ; 43(5): 571-574.
Miguel RB, Peiter PC, de Albuquerque H, Coura JR, Moza PG, Costa AP, et al. Malaria in the state of Rio de Janeiro, Brazil, an Atlantic Forest area: an assessment using the health surveillance service. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2014;109(5): 634-40.
Brasil P, Costa AP, Longo CL, da Silva S, Ferreira-da-Cruz MF, Daniel-Ribeiro CT. Malaria, a difficult diagnosis in a febrile patient with sub-microscopic parasitaemia and polyclonal lymphocyte activation outside the endemic region, in Brazil. Malar J. 2013;12:402.
de Alvarenga DAM, Culleton R, de Pina-Costa A, Rodrigues DF, Bianco C Jr, Silva S,et al.An assay for the identification of Plasmodium simium infection for diagnosis of zoonotic malaria in the Brazilian Atlantic Forest. Sci Rep. 2018;8(1):86.
Miguel RB, Albuquerque HG, Sanchez MCA, Coura JR, Santos SDS, Silva SD, et al. Asymptomatic Plasmodium infection in a residual malaria transmission area in the Atlantic Forest region: Implications for elimination. Rev Soc Bras Med Trop. 2019;52:e20180537.
Siqueira AM, Mesones-Lapouble O, Marchesini P, Sampaio VS, Brasil P, Tauil PL, et al. Plasmodium vivax Landscape in Brazil: Scenario and Challenges. Am J Trop Med Hyg. 2016;95(6 Suppl):87-96.
Buery JC, de Alencar FEC, Duarte AMRC, Loss AC, Vicente CR, Ferreira LM, et al. Atlantic Forest Malaria: A Review of More than 20 Years of Epidemiological Investigation. Microorganisms. 2021;9(1):132.
Laporta GZ, Burattini MN, Levy D, Fukuya LA, de Oliveira TM, Maselli LM, et al. Plasmodium falciparum in the southeastern Atlantic Forest: a challenge to the bromeliad-malaria paradigm? Malar J. 2015;14:181.


