Internações e óbitos por Epilepsia no Brasil: uma análise ecológica de 2013-2023

Authors

  • Aline Bomfim Madeira
  • Igor Baggio Pereira
  • Larissa Costa Nunes
  • Lorena Maria Cruz Pedrosa
  • Daniely Sampaio Arruda Tavares

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n5-369

Keywords:

Epilepsia, internações, óbitos

Abstract

Introdução: A epilepsia afeta 2% dos brasileiros e 50 milhões de pessoas no mundo. Medicações como carbamazepina e fenobarbital controlam até 70% dos casos. Objetivo: descrever os dados da morbimortalidade da epilepsia para incrementar os diagnósticos assertivos e propiciar o tratamento precoce. Metodologia: Analisaram-se dados do SIH/SUS sobre hospitalizações por epilepsia (CID G40) de 2013 a 2023, obtidos via DATASUS. Foram examinadas internações e óbitos por região, raça/cor, sexo e faixa etária, além da taxa de mortalidade. Dados foram organizados e analisados estatisticamente. Resultados: O Brasil registrou 591.998 internações por epilepsia, com a Região Sudeste liderando com 42% dos casos. A maioria das internações foi em pacientes do sexo masculino (58%) e na faixa etária de 1 a 4 anos (17%). Foram registrados 14.524 óbitos, com a Região Sudeste contribuindo com 47,61%. A faixa etária mais afetada foi de 60 a 69 anos (17,08%), com predominância masculina (61,71%). A maioria dos óbitos ocorreu na população parda (39,22%). A taxa de mortalidade média nacional foi de 2,45, com a Região Nordeste apresentando a maior taxa (2,90). Discussão: Observou-se maior número de internações entre homens e na população parda, especialmente na Região Sudeste. Apesar do maior número de internações na Região Sudeste, o Nordeste teve uma taxa de mortalidade mais alta. Conclusão: A desigualdade no acesso aos serviços de saúde e a relação com a epilepsia destacam a necessidade de mais pesquisas para melhorar a prevenção e o tratamento.

References

AGUIRRE, Luis E. et al. Perspectivas na abordagem farmacológica da epilepsia: uma extensa revisão da farmacoterapia. *Ecuadorian Journal of Neurology*, Quito, 2019.

ARKER-HALISKI, Melissa et al. Glutamatergic mechanisms associated with seizures and epilepsy. Cold Spring Harbor Perspectives in Medicine, Cold Spring Harbor, 2015. DOI: 10.1101/cshperspect.a022863.

BÖHME, Lüddens H. Zielstrukturen für Antiepileptika: Molekulare Neurobiologie der Epilepsie. Pharm Unserer Zeit, 2007. DOI: 10.1002/pauz.200600224.

BRASIL. Ministério da Saúde. Avaliação e conduta na epilepsia na atenção básica, 2019. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/avaliacao_conduta_epilepsia_atencao_basica.pdf>. Acesso em: 19 jun. 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Epilepsia: conheça a doença e os tratamentos disponíveis no SUS, 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/epilepsia-conheca-a-doenca-e-os-tratamentos-disponiveis-no sus#:~:text=De%20acordo%20com%20a%200rganiza%C3%A7%C3%A30,febre%2C%20drogas%20ou%20dist%C3%BArbios%20metab%C3%B3licos>. Acesso em: 19 jun. 2024.

BRAZIL, Carl et al. Advances in the diagnosis and treatment of epilepsy. Epilepsia, Hoboken, v. 46, n. s8, p. 34-40, nov. 2005. Disponível em: <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.0013-9580.2005.66104.x>. Acesso em: 19 jun. 2024.

BURNEO, J. G.; TELLEZ-ZENTENO, J.; WIEBE, S. Understanding the burden of epilepsy in Latin America: a systematic review of its prevalence and incidence. Epilepsy Research, Amsterdam, 2005.

CRUVINEL, Wilson de Melo et al. Sistema imunitário: Parte I. Fundamentos da imunidade inata com ênfase nos mecanismos moleculares e celulares da resposta inflamatória. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042010000400008&Ing=en&nrm=iso>. Acesso em: 19 jun. 2024.

ENGEL J Jr. et al. Epilepsy biomarkers. Epilepsia, 2013. DOI: 10.1111/epi.12299.

HESDORFFER, D. C. et al. Research implications of the Institute of Medicine Report, Epilepsy Across the Spectrum: Promoting Health and Understanding. Epilepsia, 2013.

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO POLYDORO ERNANI DE SÃO THIAGO. Manual de instrução para a classificação das crises da ILAE 2017. Florianópolis, SC: Universidade Federal de Santa Catarina, 2017. Disponível em: <https://neurologiahu.ufsc.br/files/2012/08/Manual-de-instruc%CC%A7a%CC%830-para-a-Classificac%CC%A7a%CC%830-das-Crises-da-ILAE-2017.pdf>. Acesso em: 19 jun. 2024.

MATOS, R. L. et al. O uso do canabidiol no tratamento da epilepsia. Revista Virtual de Química, 2017.

SIERRA-PAREDES, G et al. Extrasynaptic GABA and glutamate receptors in epilepsy. CNS & Neurological Disorders - Drug Targets, 2007. DOI: 10.2174/187152707781387251.

STRONG, Derek. Mechanisms and treatment of status epilepticus. Frontiers in Neurology, Lausanne, 2024. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10564058/>. Acesso em: 19 jun. 2024.

VEZZANI, A. et al. Immunity and inflammation in epilepsy. Cold Spring Harbor Perspectives in Medicine, 2015. DOI: 10.1101/cshperspect.a022699.

Published

10/08/2024

How to Cite

MADEIRA, A. B.; PEREIRA, I. B.; NUNES, L. C.; PEDROSA, L. M. C.; TAVARES, D. S. A. Internações e óbitos por Epilepsia no Brasil: uma análise ecológica de 2013-2023. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 5, p. e73424, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n5-369. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/73424. Acesso em: 20 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers