Estudo anatômico de redução e fixação com parafuso transindesmoidal de fratura-luxação de tornozelo
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-489Keywords:
sindesmose, articulação do tornozelo, traumatismos do tornozeloAbstract
Introdução: Sabe-se como a sindesmose tibiofibular é de extrema importância para estabilidade articular do tornozelo. Seu comprometimento pode acarretar diversas complicações para o paciente, principalmente quando não tratado de forma adequada. A má redução articular e instabilidade residual podem afetar drasticamente o pós-operatório, gerando degeneração óssea local e dor residual. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo em que foram coletados dados referentes a pacientes adultos em pós-operatório de osteossíntese de tornozelo com parafuso transsindesmoidal, com seguimento mínimo de 03 meses. Foram avaliadas tomografia computadorizada e radiografias após 6 semanas de cirurgia. Estas imagens foram impressas, foi retirada a identificação dos pacientes e foram avaliadas por 05 avaliadores, não vinculados ao estudo, especialistas em ortopedia e traumatologia. Resultados e Discussão: A redução anatômica da sindemose é essencial para evitar complicações futuras e garantir o retorno funcional do paciente. Entre as principais complicações encontram-se diástase latente, instabilidade, mais lesões, alterações artríticas, dor crônica, lesões osteocondrais. Logo, deve-se ficar atento aos artifícios disponíveis para identificar a lesão tíbio-fibular. Acredita-se atualmente que a radiografia é um exame impreciso para avaliar a relação tibiofibular distal e, a tomografia computadorizada (TC) demonstrou-se um instrumento mais sensível para avaliar integridade da sindemose. Entretanto em nosso trabalho a proporção entre a visualização de alterações referentes a radiografia e tomografia foram semelhantes. Conclusão: Neste estudo não houve grande impacto na funcionalidade, atividades diárias e escalas de dor, mesmo naqueles com redução não anatômica da sindesmose, diversos fatores psicossociais ou fisiológicos podem ter influenciado neste resultado, mais estudos podem ser desenvolvidos visando o seguimento a longo prazo dos com lesão da sindesmose, utilizando- se do exame tomográfico e avaliando o tempo aproximado para evolução de artrose pós traumática e não traumática afim de melhorar o tratamento e intervenção precoce destes pacientes.
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