Mecanismos fisiopatológicos na progressão da Doença Renal Crônica: papel da inflamação, fibrose, e disfunção endotelial
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-484Keywords:
Doença Renal Crônica, desregulação da homeostase renal, disfunção endotelial, sistema renina-angiotensina-aldosteronaAbstract
A desregulação da homeostase renal é central na progressão da doença renal crônica (DRC), envolvendo inflamação, estresse oxidativo, fibrose e disfunção endotelial. Após uma lesão renal, células estressadas liberam padrões moleculares associados a danos, ativando a resposta imune inata e resultando na produção de citocinas pró-inflamatórias e espécies reativas de oxigênio (ROS). Esse processo exacerba o dano celular e tecidual, intensificando a inflamação e promovendo a transição epitelial-mesenquimal, que leva à fibrose renal e, eventualmente, à insuficiência renal crônica. O fator nuclear kappa-B (NF-κB) desempenha um papel crucial na resposta inflamatória, sendo ativado por ROS e contribuindo para a ampliação da inflamação e do dano renal. O estresse oxidativo, causado pelo excesso de ROS e pela atividade elevada de oxidases, resulta em danos às macromoléculas e ativa processos destrutivos, como lesão mitocondrial e fibrose. O NF-κB, quando ativado, promove a expressão de citocinas inflamatórias e intensifica o ciclo de lesão e inflamação crônica. A fibrose renal é caracterizada pelo acúmulo excessivo de matriz extracelular, impulsionado por miofibroblastos que se originam de pericitos. A citocina TGF-β regula a produção e degradação da matriz, e seu desequilíbrio resulta em deposição de colágeno e deterioração da função renal. Embora abordagens como o uso de células-tronco estejam em desenvolvimento, a eficácia dessas intervenções ainda é incerta. A disfunção endotelial, exacerbada por hipertensão e diabetes, compromete a função glomerular e a produção de óxido nítrico, essencial para o tônus vascular. Terapias como IECA e ARAs são eficazes na redução da hipertensão e proteção renal, desempenhando um papel crucial na gestão da DRC. Esses mecanismos interconectados destacam a necessidade de uma abordagem integrada para melhorar a função renal e a qualidade de vida dos pacientes.
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