Pancreatite pós operatória - uma revisão integrativa

Authors

  • Vinicius Antonio Magalhães de Freitas Dutra
  • Amanda Oliva Spaziani
  • Vanessa Maria Gonçalves de Souza
  • Maria Letícia Cardoso Costa de Barros
  • Reinaldo Couri Nogueira Junior
  • Manuela Eichenberger Hueller
  • Michel Lopes da Silva
  • Jean Pierre Nader
  • Maria Eduarda Pastore
  • Leandro Custodio Amorim
  • Rodolfo Passos Almeida
  • Marcos Eduardo Louredo Morais
  • Victor Gabriel Moreira Viana
  • Augusto Lopes Chaves
  • Carmen Rosauro de Mello
  • Lucas de Souza Luna

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-440

Keywords:

pancreatite, pós-operatório, cirurgia

Abstract

INTRODUÇÃO: A pancreatite aguda pós-operatória (POAP) é uma manifestação inflamatória do pâncreas após uma cirurgia pancreática. O diagnóstico atual de POAP está relacionado com fatores laboratoriais, radiológicos e clínicos. Além disso, a POAP está associada com outras complicações pós-operatórias, como abscesso/sepse intra-abdominal e formação de fístula pancreática pós-operatória. OBJETIVOS:  Analisar as causas e fisiopatologia da pancreatite pós-operatória. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa na base de dados PUBMED utilizando os descritores “PANCREATITIS ACUTE AND POSTOPERATIVE” para artigos publicados e 2019 e 2024. RESULTADOS: A pancreatite aguda pós-operatória é comumente definida como uma condição inflamatória aguda do remanescente pancreático e o diagnóstico é baseado na elevação sustentada dos níveis de amilase plasmática (pelo menos 48 horas após a cirurgia) com alterações associadas no curso clínico e alterações radiológicas. Os casos mais graves são chamados de clinicamente relevantes. O uso de exames de imagem muitas vezes pode ser um fator de confusão e pode causar subnotificação de casos de pancreatite aguda pós-operatória. Para evitar outros fatores de confusão durante o diagnóstico é necessário que seja feita uma triagem para descartar medicamentos e tratamentos que podem influenciar no resultado do diagnóstico, como terapias neoadjuvantes e uso de analgésicos. Entre os tipos de procedimentos cirúrgicos que podem causar a pancreatite a pancreatectomia distal é o mais comum. A hiperamilasemia não pode ser usada de forma independente para diagnóstico de pancreatite pós-cirúrgica, uma vez que durante e devido o próprio procedimento pode acontecer elevação da amilase. CONCLUSÃO: Na literatura, discute-se a influência de fatores de confusão que podem complicar o diagnóstico correto de POAP. Nesse sentido, achados radiológicos e alterações laboratoriais podem interferir na acurácia do diagnóstico. Ademais, a pancreatectomia distal é o procedimento com maior incidência de POAP. 

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Published

08/28/2024

How to Cite

DUTRA, V. A. M. de F.; SPAZIANI, A. O.; SOUZA, V. M. G. de; BARROS, M. L. C. C. de; JUNIOR, R. C. N.; HUELLER, M. E.; SILVA, M. L. da; NADER, J. P.; PASTORE, M. E.; AMORIM, L. C.; ALMEIDA, R. P.; MORAIS, M. E. L.; VIANA, V. G. M.; CHAVES, A. L.; MELLO, C. R. de; LUNA, L. de S. Pancreatite pós operatória - uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e72315, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n4-440. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/72315. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers