Gestação ectópica abdominal: relato de caso com feto vivo
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-430Keywords:
gravidez ectópica abdominal, placenta, morbimortalidade, hemorragiaAbstract
Gravidez ectópica é definida como a implantação do saco gestacional fora do revestimento endometrial, sendo responsável por uma taxa de 2% das gestações no primeiro trimestre. A gravidez ectópica abdominal (GEA), por sua vez, corresponde a cerca de 0,5 % das gestações. O diagnóstico desta condição é difícil, na maioria das vezes num cenário agudo, levando a uma percentagem alta de morbimortalidade fetal e materna. Dessa forma, é importante o conhecimento das suas características diagnósticas e possíveis complicações, pois o seu reconhecimento e condução devem ser feitos precocemente, visando reduzir seus agravantes. Apresentamos o caso de uma paciente de 41 anos, queixando-se de dor, aumento do volume abdominal e atraso menstrual, sendo realizada ultrassonografia, que detectou feto vivo, em hipocôndrio direito, com idade gestacional de 26 semanas e 4 dias. Foi realizada também ressonância magnética, que evidenciou placenta no flanco direito, em contato com a superfície inferolateral do fígado. A paciente foi submetida a laparotomia exploradora com 26 semanas e 5 dias, sem intercorrências, permitindo a extração do neonato em situação de prematuridade extrema com desconforto respiratório. Observou-se ainda placenta aderida à trompa direita, a mesma sendo removida durante o procedimento. A paciente se recuperou sem complicações, recebendo alta hospitalar em seis dias. O feto, por sua vez, evoluiu ao óbito após sete dias de vida. Concluímos que o diagnóstico precoce da gestação abdominal tem um papel de suma importância visando principalmente a redução da morbimortalidade materna, bem como o acolhimento e esclarecimento quanto aos riscos e ao prognóstico esperado.
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