O uso de órteses em crianças com paralisia cerebral
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-427Keywords:
órteses, tecnologia assistiva, crianças, paralisia cerebralAbstract
O uso de órteses pode-se correlacionar com a paralisia cerebral (PC), que é uma condição que interfere com grande frequência no desenvolvimento de habilidades motoras na infância, as quais são de destaque para o aprendizado de tarefas da rotina no dia-a-dia. Demonstrar as ações de abordagem, tipos de órteses ortopédicas disponíveis para PC e os benefícios para o cotidiano, com o intuito de um benefício mútuo. As órteses devem ser utilizadas no processo de reabilitação, pois quando a mesma é elaborada e indicada da maneira correta favorece o tratamento terapêutico, podendo reduzir e evitar movimentos anormais, evitar futuras deformidades e auxiliar no movimento. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica descritiva, através de busca por trabalhos originais disponíveis nas plataformas Google Acadêmico, Scientific Electronic Library Online (SciElo) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), entre os períodos de 2015 e 2023, nos idiomas português e inglês,através do uso de descritores, com métodos de exclusão e seleção, elaborando um fluxograma do processo de seleção de estudo. O uso das órteses em crianças com paralisia cerebral, envolve as características que as mesmas evidenciam, abordando, então, o desenvolvimento motor, assim como as alterações presentes na patologia. Além dos benefícios físicos, como prevenção de deformidades por meio do controle da espasticidade, a órtese pode contribuir para que o paciente seja o mais independente possível nas atividades de vida diária, melhorando sua qualidade de vida. Têm-se, então, que as crianças que fazem o uso de órteses possuem benefícios significativos para a sua rotina diária e melhor adaptação ao longo da vida, mas necessitam de apoio e persistência por parte de familiares e cuidadores, visto que há uma constante transição/adaptação.
References
ALENCAR, F.J. et al. Rizotomia dorsal seletiva cervical no tratamento de paralisia cerebral espástica em crianças: Uma revisão. Brazilian Journal of Health Review, [S.I.], v. 3, n. 4, p. 10418-10431, 2020.
AZEVEDO, H.B.R. Caracterização mecânica de uma órtese de membro inferior produzido com policloreto de vinila (pvc). Orientador: Bruno Souza Fernandes, 2018. 40 (F.). Monografia, Bacharel em Energia e Sustentabilidade - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Feira de Santana, 2018.
BAILES, A. F. et al. Participation and community-based walking activity after neuroprosthesis use in children with hemiplegic cerebral palsy: a pilot study 1. Journal of Pediatric Rehabilitation Medicine, [S.I.], v. 10, n. 2, p. 71-79, maio, 2017.
BLASCOVI, S.M.A. Desenvolvimento motor e suas alterações na paralisia cerebral. In: MONTEIRO, Carlos Bandeira de Mello. Paralisia cerebral: teoria e prática. São Paulo: Plêiade. 1. ed. Cap. 9, p. 179-184, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Manual de boas práticas de gestão das Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME). Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 39p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Guia para Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.105p.
CÂMARA, G.L.G. et al. Análise dos diferentes protocolos da terapia de movimento induzido por restrição do membro superior em crianças com sequelas neurológicas e seus principais efeitos: revisão integrativa da literatura. Brazilian Journal of Health Review, [S.I.], v. 6, n. 4, p. 17730-17740, 2023.
CAVALCANTE, F.S.Z.; MARTINEZ, C.M.S. Efeitos do uso de recursos de baixa tecnologia assistiva para crianças com paralisia cerebral no contexto da educação infantil. Apae Ciência, Brasília, v. 11, n. 1, p. 1-15, abril, 2019.
CRIPPA, J.N.et al. O acesso da criança com paralisia cerebral aos recursos de tecnologia assistiva na percepção dos cuidadores. Revista Diálogos e Perspectivas em Educação Especial, [S.I.], v. 4, n. 2, p. 85-98, dezembro, 2017.
DEZOTI, A.P. et al. Apoio social a famílias de crianças com paralisia cerebral. Acta Paulista de Enfermagem,Curitiba, v. 28, n. 2, p. 172-176, março, 2015.
DOS SANTOS, C.B. et al. O uso da tecnologia assistiva pelo estudante com paralisia cerebral no contexto escolar. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 31, n. 62, p. 631-649, setembro, 2018.
DUARTE, L.M.; SANTOS, M.A.R; TOKIMATSU, R.C. Fabricação de órteses personalizadas para pessoas com paralisia cerebral através das tecnologias engenharia reversa e manufatura aditiva. XV Congreso Iberoamericano de Ingeniería Mecánica - CIBIM, Madrid, p. 1 -8, novembro, 2022.
EHLERT, R. et al. Cerebral palsy: Influence of TheraTogs® on gait, posture and in functional performance. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 30, p. 307-317, abril, 2017.
EIDELWEIN, F. O desenvolvimento de um aluno com paralisia cerebral com a utilização do recurso da tecnologia assistiva no ensino regular. Revista Signos, [S.I], v. 36, n. 1, p. 1-16, julho, 2015.
FELICETTI, S.A.; DOS SANTOS, E.M. Tecnologias assistivas, cegueira e baixa visão, paralisia cerebral: uma revisão da literatura. Revista Tecnologia e Sociedade, Curitiba, v. 12, n. 24, p. 116-131, abril, 2016.
IRENO, J.M. et al. O uso de órteses em crianças com paralisia cerebral: percepção dos cuidadores. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, São Carlos, v. 27, n. 1, p. 35-44, março, 2019.
MELANDA, A.G. et al. Results of orthoses used on ambulatory patients with bilateral cerebral palsy. Acta Ortopédica Brasileira, Londrina, v. 28, n. 3 p. 137-141, maio, 2020.
RODRIGUES, D.M. Efeitos do uso dos recursos de tecnologia assistiva no desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral sob a ótica dos pais. Orientadora: Fabiane Elpídio de Sá Pinheiro, 2022. 25 (F.). Monografia (Graduação em Fisioterapia) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022
SILVA, M.L.S. Análise dos dispositivos auxiliares de locomoção na paralisia cerebral: uma revisão integrativa. Orientadora: Sandra Maria Cordeiro Rocha de Carvalho, 2020. 30 (F.). Monografia (Graduação em Fisioterapia) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2020.


