Depressão e ansiedade em médicos residentes de um hospital universitário em Goiás e fatores sociodemográficos associados
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-421Keywords:
ansiedade, depressão, corpo clínico hospitalarAbstract
Introdução: A elevada incidência de depressão e ansiedade em médicos residentes, causada pelo estresse na residência médica, prejudica a saúde mental, a tomada de decisões e a qualidade do atendimento. É crucial compreender e intervir para preservar o bem-estar e a qualidade do cuidado aos pacientes. Objetivo: Investigar a prevalência de depressão e ansiedade em médicos residentes de um hospital universitário em Goiás. Metodologia: Estudo quantitativo de coorte transversal realizado com 89 médicos residentes matriculados na instituição em 2023. Utilizando a Escala Hospital de Ansiedade e Depressão (HAD), os dados foram analisados estatisticamente, adotando pontos de corte específicos. Outro questionário abordou variáveis sociodemográficas, aplicado anonimamente online. Exclusão de participantes sem consentimento via TCLE. Resultados: O estudo examinou a ansiedade e depressão em 89 médicos residentes. Predominantemente mulheres (73%) e com a maioria cursando o primeiro ano de residência (31,5%), os participantes enfrentam desafios, como alta carga horária e prática irregular de atividades físicas. A ausência de acompanhamento psicológico é comum (76,4%). Quanto à saúde mental, 59,6% foram classificados como "Improvável" para depressão, mas 25,8% e 14,6% como "Possível" e "Provável". Nas comparações, mulheres mostraram maior predisposição à ansiedade (p=0,004), enquanto residentes com mais de 25 anos apresentaram tendências depressivas (p=0,022). A satisfação com a residência correlacionou-se significativamente com os níveis de depressão e ansiedade. Conclusão: A pesquisa destaca a urgência de lidar com a ansiedade e depressão entre médicos residentes, especialmente diante da predominância feminina. O perfil sociodemográfico revela desafios acentuados pela carga horária extensa e falta de suporte psicológico. A identificação de sintomas psicológicos enfatiza a necessidade de estratégias preventivas, com foco em subgrupos, como residentes com mais de 25 anos. A correlação entre satisfação e saúde mental indica a influência do ambiente de trabalho, sugerindo a implementação de apoio psicológico e ambientes mais saudáveis. Essas conclusões enfatizam a urgência de políticas para promover a saúde mental dos médicos residentes.
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