Influência do tabagismo em lesões de manguito rotador e resultados pós operatório
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-374Keywords:
tabagismo, manguito rotador, ortopediaAbstract
Introdução: A lesão do manguito rotador possui uma etiologia multifatorial, incluindo uma combinação de aspectos degenerativos relacionados ao processo de envelhecimento e aos hábitos de vida. Neste contexto, o tabagismo e a sua atividade vasoconstritora estão associados a lesões do manguito rotador, também contribuindo para complicações pós-cirúrgicas. Objetivo: Avaliar a influência do tabagismo nas lesões de manguito rotador. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa na base de dados PUBMED utilizando os descritores “ROTATOR CUFF INJURIES AND SMOKING” para artigos publicados entre 2019 e 2024. Resultados: Uma meta-análise comparou pacientes fumantes e não fumantes quanto à influência do tabagismo e constatou que pacientes fumantes têm duas vezes mais chances de sofrer com a doença do manguito rotador (DMR). Os scores pré e pós-operatório são comumente piores em pacientes fumantes: o nível de dor pós-cirurgia e o grau de movimento do ombro estão relacionados ao uso da nicotina. Fatores como a idade, obesidade, sexo e incidência de doenças autoimunes também estão relacionados a maiores taxas de incidência da DMR. Contudo, mesmo frente a maiores complicações, o tratamento cirúrgico é indicado para ambos os grupos, uma vez que os resultados são alcançados independentemente do uso ou não do cigarro. Conclusão: O tabagismo representa um fator de risco para o surgimento de doenças do manguito rotador. Além disso, a nicotina é um fator negativo no período pós-operatório, sendo que pacientes tabagistas apresentam mais dores, incluindo dores noturnas, diminuição da amplitude de rotação externa e a cicatrização prejudicada.
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