Apendicite Aguda: distinção entre casos não complicados e complicados - diagnóstico, tratamento e prognóstico

Authors

  • Ana Clara Pereira Marra de Freitas
  • Arthur Fonseca Albieri
  • Felipe Zampirolli Dornas de Oliveira
  • Gustavo Chaves de Almeida
  • Izabella Pereira Chaves

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-355

Keywords:

Apendicite Aguda, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A apendicite aguda é uma condição inflamatória do apêndice vermiforme, geralmente causada por obstrução do orifício apendicular, que pode ser provocada por fecalitos, hiperplasia linfóide, helmintos ou tumores. O diagnóstico clínico apresenta uma acurácia limitada, variando de 75 a 80%, devido à diversidade de diagnósticos diferenciais. Entretanto, a tomografia computadorizada (TC) de abdome aumentou a acurácia diagnóstica para quase 97%, embora a exposição à radiação e ao contraste endovenoso gere preocupações, especialmente em pacientes jovens. O impacto da apendicite aguda é significativo, sendo a emergência cirúrgica mais comum globalmente. Nos Estados Unidos, aproximadamente 300.000 apendicectomias são realizadas anualmente. A prevalência ao longo da vida é de 8,6% em homens e 6,7% em mulheres, com maior incidência em jovens entre 10 e 20 anos. Além disso, há uma associação importante entre apendicite aguda e câncer colorretal; 2,9% dos pacientes com apendicite aguda desenvolvem câncer colorretal, principalmente no cólon direito, em comparação com 0,1% na população geral sem apendicite. Historicamente, a apendicite era uma condição com alta taxa de letalidade antes do advento dos antibióticos. Com os avanços na antibioticoterapia e nas técnicas cirúrgicas, a taxa de mortalidade caiu para 0,4%. Na década de 1990, surgiram propostas para tratamento conservador com antibióticos para casos não complicados, mostrando taxas de sucesso de 91% e evitando apendicectomias em 71% dos pacientes. Contudo, a apendicectomia precoce ainda é recomendada para prevenir complicações, como a perfuração. A distinção entre apendicite não complicada e complicada permanece relevante e controversa. A apendicite complicada, caracterizada por necrose ou perfuração, pode levar a complicações graves, enquanto a apendicite não complicada pode ser tratada conservadoramente. Este artigo explora essas diferenças, os métodos de tratamento e o prognóstico associado, proporcionando uma visão abrangente sobre a apendicite aguda e suas abordagens terapêuticas.

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Published

08/23/2024

How to Cite

FREITAS, A. C. P. M. de; ALBIERI, A. F.; OLIVEIRA, F. Z. D. de; ALMEIDA, G. C. de; CHAVES, I. P. Apendicite Aguda: distinção entre casos não complicados e complicados - diagnóstico, tratamento e prognóstico. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e72157, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n4-355. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/72157. Acesso em: 19 oct. 2026.

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Original Papers