Avaliação de fatores associados à rabdomiólise e insuficiência renal aguda em acidentes crotálicos no Paraná
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-311Keywords:
crotalus, animais peçonhentos, injúria renal aguda, rabdomiólise, CPK-MBAbstract
Introdução: Acidentes ofídicos com serpentes do gênero Crotalus são comuns no Brasil e podem causar complicações graves com rabdomiólise e insuficiência renal aguda, aumentando sua letalidade. Objetivos: Analisar dados epidemiológicos, clínicos e laboratoriais de acidentes com serpentes Crotalus no Paraná, identificando fatores de risco para rabdomiólise e insuficiência renal aguda para melhorar estratégias de prevenção e tratamento. Materiais e métodos: Estudo observacional, retrospectivo e transversal analisando 167 prontuários do Centro de Informações e Assistência Toxicológica do Paraná (2014-2023). Dados incluíram sexo, idade, localização e circunstância do acidente, identificação do animal, local da picada, tempo de deslocamento, detalhes da soroterapia, tratamento, tempo de internação, desfecho, sinais, sintomas e valores laboratoriais. Resultados: Predominaram pacientes masculinos (84,4%) com idade média de 44,8 anos. A maioria dos acidentes ocorreu em áreas rurais (90,4%), especialmente em Laranjeiras do Sul, Toledo e Cascavel, com maior incidência no verão (37,1%) e membros inferiores afetados. O tempo médio do acidente até o atendimento foi de 276 minutos e até o fim da soroterapia foi de 702 minutos. Reações adversas ao soro foram raras (2,4%). A taxa de mortalidade foi de 3%, com tempo médio para óbito de 13,4 dias. Fatores agravantes foram injúria renal aguda e atraso/no tratamento específico. 39 pacientes desenvolveram rabdomiólise e 14 apresentaram insuficiência renal aguda. Conclusão: Rabdomiólise correlacionou-se com injúria renal aguda e o tempo até o fim da soroterapia. Gravidade inicial do acidente relacionou-se com maiores valores de CPK na admissão, sendo o valor de corte de CPK para injúria renal 579 U/L.
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