Anestesia geral na ''Deep Brain Stimulation'': revisão integrativa

Authors

  • Miqueias Alves Portes
  • Maria Letícia Cardoso Costa de Barros
  • Anna Isabel Rocha de Oliveira
  • Matheus Alonso Shimizu João
  • Victor Hugo Sardinha de Freitas
  • Daniel Cadore Simionatto
  • Rafael Emídio da Costa
  • Luiz Gustavo Domingues de Oliveira
  • Nelson Freire Silva Filho
  • Leandro Custodio Amorim
  • Jefferson Bezerra Gomes
  • Matheus França Cunha
  • Guilherme Ribeiro Xavier
  • Gustavo Smit Schlosser
  • Manuela Lange Vicente
  • Lara Sardenberg Pinheiro Celin

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-297

Keywords:

anestesia, cirurgia, doenças neurodegenerativas, estimulação cerebral profunda

Abstract

Introdução: A estimulação cerebral profunda (ECP) é uma técnica utilizada para o tratamento de doenças neurodegenerativas em estágio avançado. Atualmente, para esse procedimento, o método anestésico mais utilizado é a anestesia local com uso de sedativo, para que o paciente permaneça consciente. No entanto, é necessário que o paciente interrompa a medicação antiparkisoniana, o que pode causar dor e sequelas psicológicas. Dessa forma, a literatura discute o uso de anestesia geral na ECP e suas possíveis vantagens. Objetivo: Avaliar as diferentes técnicas de anestesia em procedimentos com estimulação cerebral profunda. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa na base de dados PUBMED, utilizando os descritores “ANESTHESIA AND DEEP BRAIN STIMULATION” para artigos publicados entre 2019 e 2024. Resultados: Um ensaio clínico randomizado e duas meta-análises demonstraram que não há diferenças clínicas, pós-cirúrgicas ou relacionadas a complicações entre a estimulação cerebral profunda mediada por anestesia geral e a por anestesia local. Contudo, um ensaio randomizado chinês trouxe dados discrepantes em relação aos encontrados anteriormente: O grupo que passou por anestesia geral teve recuperação mais rápida, deambulação precoce e menores taxas de complicações e estresse relacionadas à cirurgia. Embora o uso de anestesia geral tenha sido recomendado em diferentes graus e tipos de distonias, os métodos anestésicos devem ser determinados com frequência. Conclusão: Os estudos demonstram que não há uma diferença significativa entre as diferentes técnicas anestésicas na ECP, com a maior divergência sendo no conforto proporcionado aos pacientes submetidos à anestesia geral. Os principais obstáculos encontrados na literatura são as amostras pequenas para realização dos trabalhos, que resultam em discordâncias entre os estudos. Além disso, foi observado que a ECP também pode ser utilizada para o tratamento de distúrbios que causam contrações musculares excessivas.

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Published

08/19/2024

How to Cite

PORTES, M. A.; BARROS, M. L. C. C. de; OLIVEIRA, A. I. R. de; JOÃO, M. A. S.; FREITAS, V. H. S. de; SIMIONATTO, D. C.; COSTA, R. E. da; OLIVEIRA, L. G. D. de; SILVA FILHO, N. F.; AMORIM, L. C.; GOMES, J. B.; CUNHA, M. F.; XAVIER, G. R.; SCHLOSSER, G. S.; VICENTE, M. L.; CELIN, L. S. P. Anestesia geral na ’’Deep Brain Stimulation’’: revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e72001, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv8n4-297. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/72001. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers