Repercussões da insuficiência cardíaca na gravidez: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-266Keywords:
gravidez, insuficiência cardíaca, obstetríciaAbstract
INTRODUÇÃO: A gestação promove uma série de alterações fisiológicas no aparelho cardiovascular, as quais podem descompensar doenças cardíacas preexistentes ou manifestar novas doenças antes desconhecidas. A insuficiência cardíaca (IC) é a complicação mais comum entre gestantes com doenças cardíacas, com potencial de causar repercussões para a mãe e o bebê. OBJETIVO: Avaliar as repercussões da insuficiência cardíaca na gravidez e a existência de fatores de risco associados. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa na base de dados PUBMED utilizando os descritores “PREGNANCY AND HEART FAILURE” para artigos publicados entre 2019 e 2024. RESULTADOS: Estudos revisionais afirmam que um histórico hipertensivo na gravidez está somado a um risco aproximadamente 2 vezes maior para uma doença cardiovascular. Em uma análise de coorte transversal prospectiva verificou-se que 22% dos partos sofrem interferência de condições cardiometabólicas, essas, somadas ao aumento da idade média materna aumentam consideravelmente os desfechos cardiovasculares graves. Tais fenômenos se explicam pelo alto nível de estresse fisiológico e hemodinâmico ao qual o organismo feminino é submetido. No que tange à prevenção de danos nesses casos, é necessário o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar desde o início da gestação. Os DIUs compõem a indicação de método contraceptivo nesses casos. CONCLUSÃO: Mulheres grávidas com cardiomiopatias estão associadas a maiores taxas de incidência de distúrbios hipertensivos, diabetes gestacional, restrição do crescimento intrauterino fetal, parto prematuro e internações em UTIs. Além disso, as gestantes com IC possuem uma maior taxa de mortalidade hospitalar do que na população em geral.
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