Estenose hipertrófica do piloro em recém-nascido portador de citomegalovírus - um relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-208Keywords:
estenose hipertrófica do piloro, citomegalovírus, infecção congênita, pediatriaAbstract
O citomegalovírus (CMV), membro da família Herpesviridae, é uma infecção congênita que ocorre por transmissão transplacentária e, perinatalmente, pelo contato com secreções genitais durante o parto, sangue ou através do aleitamento materno. A infecção congênita é definida pela presença do CMV, detectado por isolamento viral ou pela detecção do DNA viral na urina ou saliva do recém-nascido nas primeiras 3 semanas de vida. Embora cerca de 90% dos pacientes sejam assintomáticos, os casos sintomáticos podem apresentar petéquias, icterícia colestática e anormalidades neurológicas. Este artigo tem como objetivo descrever o quadro clínico de um neonato com estenose hipertrófica de piloro e coexistência de infecção por citomegalovírus. O caso abordado, juntamente com outros relatos na literatura, indica que a infecção por CMV deve ser considerada um diagnóstico diferencial em neonatos com quadro clínico de obstrução na saída gástrica, como a estenose hipertrófica de piloro. Além disso, o artigo ressalta a importância da detecção precoce e abordagem terapêutica adequada da infecção neonatal por CMV. A identificação precoce permite intervenções que podem prevenir complicações graves, como a deterioração da audição e problemas neurológicos. Portanto, é essencial que mais estudos sejam realizados para aprofundar o conhecimento sobre a associação entre CMV e condições gastrointestinais neonatais, promovendo melhores práticas diagnósticas e terapêuticas.
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