Protocolo FSSL em crianças de 03 a 36 meses na urgência pediátrica: uma revisão integrativa

Authors

  • Clara Bicalho Lourenço
  • Daniela Teodoro Ribeiro França dos Santos
  • Maria Maia Tolentino
  • Bruno Henrique Tergilene Camarão
  • Sebastián Alonso Hernández Camacho

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-203

Keywords:

febre sem sinais localizatórios, urgência pediátrica, procalcitonina

Abstract

Introdução: A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é a presença de temperaturas auxiliares superiores a 37,8 C por um período de uma semana ou mais sem causa definida mesmo após anamnese e exame físico rigorosos. Sendo uma das queixas mais comuns no pronto-atendimento pediátrico, a febre, mesmo sem causa definida, é geralmente benigna, mas também pode estar associada a infecções bacterianas graves, principalmente em crianças menores de 3 meses. Dessa forma, os protocolos de manejo da FSSL são de extrema importância para uma abordagem sistematizada a fim de melhorar os desfechos clínicos dessa patologia em crianças de 3 a 36 meses.  Objetivo: O intuito principal dessa pesquisa foi verificar e aprofundar a definição, diagnóstico, algoritmo e conduta diante da FSSL em crianças com idade entre 3 e 36 meses,visando identificar e consolidar práticas baseadas em evidências a fim de orientar os profissionais de saúde e, assim, melhorar a precisão diagnóstica e a eficácia das intervenções terapêuticas. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura. Foram utilizadas bases de dados como PubMed, Scielo e LILACS, com descritores específicos para a busca. Foram analisados 22 estudos, levando em conta o viés de seleção. Não houve conflitos de interesses. Discussão: O manejo adequado da FSSL é de extrema importância para redução dos riscos de morbimortalidade na emergência pediátrica. A aplicação de protocolos baseados em evidências, como os que utilizam testes laboratoriais específicos (por exemplo, procalcitonina e proteína C-reativa), tem demonstrado eficácia na exclusão de infecções bacterianas graves, contribuindo para um manejo mais seguro e eficiente. A conduta defendida é suportiva, sendo contraindicados o uso de antipiréticos com objetivo exclusivo de abaixar a febre e de antibióticos profiláticos, exceto em casos de suspeita de doença meningocócica, nos quais é indicado início imediato de Ceftriaxona parenteral. Conclusão: A febre FSSL em crianças de 3 a 36 meses é definida por temperaturas superiores a 37,8 °C por pelo menos 7 dias sem causa aparente após avaliação clínica. Esta revisão integrativa enfatiza a necessidade de uma abordagem sistematizada na urgência pediátrica para melhorar os desfechos clínicos. Protocolos baseados em evidências, utilizando testes como procalcitonina e proteína C-reativa, são eficazes para excluir infecções bacterianas graves. A conduta deve ser essencialmente suportiva, evitando antipiréticos e antibióticos profiláticos. Discrepâncias entre guidelines e a falta de adaptação aos países em desenvolvimento indicam a necessidade de estudos futuros para aperfeiçoamento das diretrizes clínicas.

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Published

08/06/2024

How to Cite

LOURENÇO, C. B.; SANTOS, D. T. R. F. dos; TOLENTINO, M. M.; CAMARÃO, B. H. T.; CAMACHO, S. A. H. Protocolo FSSL em crianças de 03 a 36 meses na urgência pediátrica: uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e71706, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n4-203. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/71706. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers