Lúpus eritematoso sistêmico - uma revisão de literatura

Authors

  • Ana Beatriz Esteves Carvalho
  • Gabriela Moura Rocha
  • Felipe Otávio Vieira Santos
  • Sara Luísa de Oliveira
  • Luana Cristina dos Santos Freitas

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-194

Keywords:

Lúpus Eritematoso Sistêmico, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune complexa, influenciada por fatores genéticos, ambientais e hormonais. A predisposição genética desempenha um papel fundamental, com vários genes de susceptibilidade identificados. Fatores ambientais, como exposição à luz ultravioleta e infecções virais, podem desencadear a doença em indivíduos predispostos. Além disso, os hormônios sexuais, especialmente os estrogênios, contribuem para a maior prevalência de LES em mulheres em idade fértil. Epidemiologicamente, o LES afeta entre 20 a 150 indivíduos por 100.000 habitantes, variando conforme a região. A doença é mais prevalente em populações afro-americanas, asiáticas e hispânicas. A maior incidência em mulheres jovens destaca a influência hormonal na sua patogênese. O diagnóstico é desafiador devido à sua apresentação clínica variada. Baseia-se em critérios clínicos e laboratoriais definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR) e a Sociedade Europeia de Reumatologia (EULAR). As manifestações clínicas incluem erupções cutâneas, artrite, serosite e comprometimento renal e neurológico. Exames laboratoriais relevantes incluem a presença de anticorpos antinucleares (ANA), anti-DNA nativo e anti-Sm, além de anormalidades hematológicas e urinárias. O tratamento visa controlar a atividade da doença e prevenir danos orgânicos a longo prazo. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), antimaláricos como a hidroxicloroquina, corticosteróides e imunossupressores, dependendo da gravidade. Em casos refratários, terapias biológicas como belimumabe são utilizadas. As complicações do LES são diversas e podem afetar múltiplos sistemas, resultando em prognósticos variáveis. A nefrite lúpica é uma das complicações mais graves, podendo levar à insuficiência renal crônica. Outras complicações incluem doença cardiovascular, osteoporose, infecções oportunistas e desordens neuropsiquiátricas. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a morbidade e mortalidade permanecem significativas em casos graves. Por fim, o LES é uma doença multifacetada que exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica abrangente para otimizar o manejo e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Published

08/06/2024

How to Cite

CARVALHO, A. B. E.; ROCHA, G. M.; SANTOS, F. O. V.; OLIVEIRA, S. L. de; FREITAS, L. C. dos S. Lúpus eritematoso sistêmico - uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e71697, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n4-194. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/71697. Acesso em: 24 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers