Artrite reumatóide - uma revisão abrangente sobre etiologia, epidemiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-166Keywords:
artrite reumatóide, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamentoAbstract
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cuja etiologia envolve fatores genéticos, hormonais e ambientais. A presença de genes como o HLA-DRB1, infecções, tabagismo e alterações hormonais podem desencadear a doença. Epidemiologicamente, a AR afeta cerca de 1% da população mundial, sendo mais prevalente em mulheres entre 40 e 60 anos. A maior incidência em países desenvolvidos sugere influências ambientais e de estilo de vida. A fisiopatologia envolve uma interação complexa entre células imunológicas e tecidos articulares, mediada por citocinas pró-inflamatórias como TNF-α e IL-6. Essa inflamação crônica leva à proliferação sinovial, formação de pannus e destruição do tecido cartilaginoso e ósseo. Clinicamente, a AR se manifesta por dor, rigidez e inchaço nas articulações, especialmente nas mãos, punhos e joelhos, com piora após períodos de inatividade. Além das articulações, a AR pode causar fadiga, febre, perda de peso e manifestações extra-articulares como nódulos reumatoides e vasculite. O diagnóstico da AR é baseado em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. A presença de fator reumatoide (FR) e anticorpos anti-CCP são marcadores importantes. Exames de imagem, como radiografias e ressonância magnética, avaliam o dano articular. O tratamento da AR visa controlar a inflamação, aliviar sintomas e prevenir danos permanentes. Inclui anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteróides e drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARDs) como metotrexato. Em casos refratários, agentes biológicos que bloqueiam citocinas específicas, como inibidores de TNF-α e IL-6, são utilizados. Medidas não farmacológicas, como fisioterapia e mudanças no estilo de vida, são essenciais na gestão da doença. Por fim, a AR é uma doença multifatorial que exige uma abordagem abrangente para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e minimizar complicações a longo prazo.
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