Revisão de literatura sobre o impacto do HIV na saúde materno-infantil: perspectivas clínicas, obstétricas e pediátricas

Authors

  • Tayrine Dutra
  • Bárbara Belloni Perez Couto
  • Bruno Mezadri
  • Janaina Robsamia Gomes Diniz
  • João Victor Borges Santana Silva
  • Larissa Gobbo
  • Lívia Botinha Batista
  • Luísa Escorel de Araújo Silva
  • Matheus Meloni da Silva
  • Victória Lucas Camara Antunes

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-164

Keywords:

HIV, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

O impacto do HIV na saúde materno-infantil é um tema de grande relevância e complexidade. A epidemiologia do HIV em mulheres grávidas revela uma preocupação significativa, com altas taxas em regiões como a África Subsaariana. Fatores socioeconômicos, acesso desigual aos serviços de saúde e estigma social agravam a situação, dificultando o diagnóstico e tratamento adequados. O diagnóstico do HIV na gravidez é crucial para intervenções preventivas e terapêuticas. Protocolos de triagem precoce e repetida durante a gestação são recomendados para identificar mulheres infectadas e implementar intervenções que reduzem significativamente a transmissão vertical. O tratamento antirretroviral (TAR) na gravidez é essencial para a saúde materna e para minimizar o risco de transmissão ao feto. Regimes de TAR bem administrados podem reduzir a taxa de transmissão vertical para menos de 1%. Comorbidades e coinfecções em mulheres grávidas com HIV, como tuberculose e hepatites virais, complicam o manejo clínico e impactam negativamente os resultados materno-infantis, exigindo uma abordagem multidisciplinar. A transmissão vertical do HIV continua sendo uma preocupação de saúde pública. Sem intervenções, a taxa de transmissão pode variar entre 15% e 45%. Com TAR e intervenções obstétricas adequadas, essa taxa pode ser reduzida drasticamente. Intervenções obstétricas incluem cesarianas eletivas em situações específicas e a abstinência do aleitamento materno quando possível. Essas intervenções, combinadas com TAR, têm mostrado eficácia significativa na prevenção da transmissão do HIV. A saúde do recém-nascido exposto ao HIV exige vigilância constante e cuidados específicos, incluindo testes regulares e profilaxia antirretroviral para reduzir o risco de transmissão pós-natal. O desenvolvimento a longo prazo de crianças expostas ao HIV é uma área de pesquisa contínua. Por fim, o manejo exige uma abordagem holística que inclui diagnóstico precoce, TAR, manejo de comorbidades e intervenções obstétricas adequadas para garantir a saúde e o bem-estar da mãe e da criança.

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Published

08/01/2024

How to Cite

DUTRA, T.; COUTO, B. B. P.; MEZADRI, B.; DINIZ, J. R. G.; SILVA, J. V. B. S.; GOBBO, L.; BATISTA, L. B.; SILVA, L. E. de A.; SILVA, M. M. da; ANTUNES, V. L. C. Revisão de literatura sobre o impacto do HIV na saúde materno-infantil: perspectivas clínicas, obstétricas e pediátricas. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 4, p. e71601 , 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n4-164. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/71601. Acesso em: 18 oct. 2026.

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Original Papers