Acidente Vascular Encefalico Isquemico cardioembolico secundário a persistência de forame oval patente: relato de caso / Cardioembolic Ischemic Stroke secondary to persistence of patent foramen ovale: case report
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n6-487Keywords:
acidente vascular encefalico cardioembolico, forame oval patenteAbstract
O coração é um órgão muscular oco que funciona como uma bomba contrátil-propulsora. A cavidade do coração é subdividida em quatro câmaras: duas à direita, o átrio e o ventrículo direitos e duas à esquerda, o átrio e o ventrículo esquerdos. Cardiopatias congênitas são malformações do coração e/ou dos grandes vasos da base, constituindo a principal classe de malformações congênitas em humanos, podendo ocorrer em até 1% dos nascidos vivos, sendo uma importante causa de morbimortalidade Tal trabalho visa relatar um caso de Acidente Vascular Encefalico Isquemico cardioembolico secundário a persistência de forame oval patente. Trata-se de um relato de caso realizado por meio de informações disponíveis em prontuário médico, para sua fundamentação teórica foi realizada uma revisão bibliográfica em bases de dados de relevância científica. Paciente do sexo feminino, 28 anos, queixa-se dê “tontura súbita e vomito”. Em ressonância nuclear magnética de crânio, apresentou infarto isquêmico agudo comprometendo a porção do hemisfério cerebelar direito. Ao ecocardiograma transtoracico constatou-se shunt direita/esquerda com infusão de solução salina após manobra de valsalva, sugestivo de forame oval patente. Espessamento mitral e insuficiência mitral discreta, e no transesofagico forame oval patente pequeno fluxo direita/esquerda. Obteve-se como hipótese diagnóstica Acidente Vascular Encefalico Isquemico cardioembolico secundário a persistência de forame oval patente. Foi realizado o fechamento percutâneo de forame oval patente para prevenção de novos eventos vasculares. A presença de forame oval patente (FOP) já foi implicada na ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico criptogênico, isto é, quando não há qualquer outra causa aparente para o fenômeno tromboembólico, e, na ocorrência desse quadro, há evidências na literatura de que a oclusão percutânea do septo interatrial diminui a taxa de recorrência de tal fenômeno (prevenção secundária).
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