Parto cesáreo versus vaginal: uma descrição epidemiológica entre 2016 e 2021
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-156Keywords:
vias de parto, prevalência, parto cesáreo, parto vaginalAbstract
Introdução: A gravidez é um processo que se estende até o parto, sendo um momento importante na vida da mulher, podendo ser realizado por via cesárea ou vaginal. Apesar da Organização Mundial da Saúde recomendar o parto vaginal, por causar menos riscos materno e fetal, existe uma maior prevalência por cesáreas no Brasil, visto que as mulheres optam por motivos como, diminuição da dor, escolha da data de nascimento e desejo de laqueadura. Logo, essa investigação se torna necessária por ser um problema de saúde pública, pois cesáreas podem causar complicações tanto para mãe quanto para o feto. Objetivo: Descrever a proporção das vias de partos utilizadas no Brasil e características sociodemográficas das mulheres que realizaram partos cesáreos e vaginais. Método: Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais em que a população foi composta parturientes nas cinco regiões do Brasil. As variáveis foram coletadas de acordo com tipo de parto, faixa etária, regiões do Brasil, tipo de gravidez, duração da gestação em semanas, escolaridade e estado civil. Foram obtidas por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e descritas como frequências absoluta e relativa. Resultados: A prevalência dos partos cesáreos, no ano de 2021, foi de 57% e nos vaginais de 43%. O parto cesáreo teve maior prevalência nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, exceto na região Norte em que o vaginal foi de 52% e o cesáreo 48%. Em relação à escolaridade, a categoria ≥12 anos apresenta uma prevalência de parto cesáreo igual a 77% enquanto a via vaginal apenas de 23%. Já na gravidez dupla, tripla e mais, essa prevalência é bem discrepante, onde a tripla e mais apresenta 10% versus 90% nos partos vaginais e cesáreos, respectivamente. Conclusão: A partir dos resultados analisados, comparando as taxas do parto cesáreo versus vaginal, nota-se que o número de cesáreas vem crescendo e contrariando o preconizado pela OMS. Dessa forma, devido ao aumento e aos riscos da cesárea tanto para a gestante quanto para o concepto, é imprescindível uma análise que resulte em ações para a diminuição das cesarianas desnecessárias no Brasil.
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