Impactos da gravidez na adolescência na saúde mental das jovens
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv7n4-138Keywords:
gravidez na adolescência, saúde mental, saúde da mulherAbstract
A gravidez na adolescência é definida como garotas que engravidam entre 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse grupo de meninas está mais vulnerável a problemas de saúde mental, pois, estas em sua maioria têm menos recursos financeiros, enfrentam críticas sociais e percebem seus planos caindo na incerteza. Além de um futuro abstrato, outros fatores agravam o risco de depressão e ansiedade nessas meninas, como não estar em um relacionamento com o pai da criança, ser uma gravidez indesejada, sofrer abusos físicos, sexuais ou mentais, ter histórico de depressão ou ansiedade antes da gestação e experiências de aborto. Desse modo, é crucial um estudo aprofundado sobre os maiores impactos que uma gravidez indesejada na adolescência pode acarretar, visto que é possível trilhar uma linha de controle dos sintomas e sinais de alterações na saúde mental dessas mães jovens. Realizou-se uma pesquisa analítica e descritiva, e com natureza quanti-qualitativa, realizada mediante uma revisão integrativa de literatura com objetivo de analisar os impactos da gravidez na adolescência sobre a saúde mental das meninas, identificando os principais desafios emocionais e psicológicos enfrentados e os fatores que levaram a esse estado mental. Foi utilizada a estratégia de busca “teenage pregnancy” AND “mental health”, para contornar a seguinte pergunta de investigação do trabalho: quais os impactos da gravidez na adolescência e suas manifestações mais comuns? A busca foi feita em janeiro de 2024 nas bases de dados Medline - via PubMed, a partir dos seguintes critérios: (a) artigos originais e completos, (b) publicados desde 2020 (c) periódicos com avaliação por pares, que (d) envolvessem gravidez na adolescência e saúde mental(e) cujo foco estivesse relacionado nos impactos da gravidez precoce. A maternidade precoce gera um estresse mental que afeta a capacidade de procurar ajuda para si mesma, e enxergar a própria situação com claridade. Os resultados desse problema, principalmente quando essas garotas recebem repressão familiar, é a vivência intensa de sentimentos como desesperança, vergonha, constrangimento, isolação social e até idealização suicida. Além dos sentimentos mais prevalentes, é relevante expor os transtornos que mais aparecem nos pais adolescentes. Esses transtornos envolvem principalmente o transtorno depressivo que, como consequência, gera um menor vínculo afetivo no binômio mãe-filho e pode levar a complicações nutricionais e de crescimento do bebê. É importante um acompanhamento multidisciplinar para que as adolescentes gestantes possuam apoio dos serviços perinatais e do puerpério, diminuindo as chances de depressão pós parto.
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